Economia

Por Ômicron, Goldman Sachs corta previsão de crescimento do PIB dos EUA

A instituição observou que a disseminação do vírus pode piorar a escassez de suprimentos se outros países implementarem restrições mais rígidas

Goldman Sachs (Brendan McDermid/Reuters)

Goldman Sachs (Brendan McDermid/Reuters)

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Reuters

Publicado em 4 de dezembro de 2021 às 17h44.

O Goldman Sachs reduziu sua perspectiva de crescimento econômico dos Estados Unidos para 2022 a 3,8% neste sábado, citando riscos e incertezas em torno do surgimento da variante Ômicron do coronavírus.

O economista do Goldman Joseph Briggs disse em uma nota que a Ômicron pode desacelerar a reabertura econômica, embora a empresa espere "apenas uma redução modesta" nos gastos com serviços.

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A empresa agora espera um crescimento de 3,8% no Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano em 2022, ante 4,2% anteriormente em uma base anual, disse Briggs.

"Embora muitas perguntas permaneçam sem resposta, agora acreditamos que é mais provável um cenário de desvantagem moderado em que o vírus se espalha mais rapidamente, mas a imunidade a doenças graves apenas enfraquece ligeiramente", disse ele.

A falta de mão de obra pode durar mais se as pessoas não se sentirem confortáveis ​​em voltar ao trabalho por conta da variante, acrescentou a nota.

O Goldman observou que a disseminação do vírus pode piorar a escassez de suprimentos se outros países implementarem restrições mais rígidas, embora o aumento das taxas de vacinação entre os parceiros comerciais estrangeiros evite sérias interrupções.

A previsão do Goldman Sachs para os Estados Unidos vem depois que a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse na sexta-feira que suas estimativas de crescimento econômico global provavelmente serão reduzidas devido à Ômicron.

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