Agência de notícias
Publicado em 29 de agosto de 2025 às 18h52.
Última atualização em 29 de agosto de 2025 às 18h55.
O governo federal enviou ao Congresso Nacional, nesta sexta-feira, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, estabelecendo os gastos para o próximo ano, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode disputar a reeleição.
O projeto será analisado pelo Congresso Nacional nos próximos meses.
O governo prevê ampliar gastos com investimentos, Educação e Saúde. Os investimentos totais vão somar R$ 83 bilhões, uma alta de 8,7% em relação a este ano.
Vitrine do governo, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem previsão de gastos em R$ 52,9 em obras de infraestrutura, transporte, energia e saneamento. Técnicos têm alertado que atrasos em licitações e pendências na execução podem comprometer o ritmo das entregas, como mostrou O GLOBO. Neste ano, o PAC tem verba de R$ 49,7 bilhões. Portanto, uma alta de 3,2%.
As áreas de da Saúde e da Educação também recebem destaque na proposta.
Por conta do piso constitucional, a área da Saúde terá R$ 245,5 bilhões. Uma alta de 17,9% na comparação com este ano. Já a Educação vai somar R$ 133,7 bilhões, crescimento de 10,7%.
O envio do PLOA não incorpora o espaço extra de R$ 13,4 bilhões previsto na PEC dos precatórios, cujo segundo turno no Senado ainda não ocorreu. O valor poderá ser incorporado durante a tramitação no Congresso, influenciando negociações sobre remanejamento de recursos e prioridades de investimentos estratégicos.
O Orçamento foi elaborado com base no limite de despesas primárias fixado em R$ 2,428 trilhões. Um aumento líquido de 168,0 bilhões (7,4%) em relação ao 3º bimestre de 2025.
Essa alta vai ser consumida com benefícios previdenciários, pessoal, abono salarial e seguro-desemprego.