Economia

Ministro de Minas e Energia não vê possibilidade de greve de caminhoneiros

Receio de uma possível paralisação ocorre mais de um ano após a histórica greve da categoria, que gerou desabastecimento de combustível e diversos produtos

Bento Albuquerque: ministro de Minas e Energia negou boatos sobre sua possível saída do comando da pasta  (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Bento Albuquerque: ministro de Minas e Energia negou boatos sobre sua possível saída do comando da pasta (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

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Reuters

Publicado em 16 de dezembro de 2019 às 15h43.

O ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, disse nesta segunda-feira que não tem intenção de deixar o cargo e que vê com "surpresa" rumores sobre sua possível saída da pasta.

A afirmação do ministro vem após reportagem da Folha de S. Paulo no início do mês, segundo a qual o governo prepararia uma mudança na cúpula da área de Minas e Energia devido à insatisfação de políticos com o ministério.

"Quem tem que ficar satisfeito ou não com o meu trabalho é o presidente da República. E, em relação a isso, ele nunca manifestou desagrado com o trabalho que a gente está conduzindo", disse Albuquerque a jornalistas durante evento na sede do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no Rio de Janeiro.

Questionado diretamente pelos repórteres, ele ainda negou que tenha qualquer intenção de deixar o cargo no ministério.

Pouco antes, o ministro disse também que o governo não tem visto sinais de greve dos caminhoneiros pelo país nesta segunda-feira, apesar de rumores sobre uma possível paralisação.

"As informações que recebi são de que a situação está sob controle e não está causando nenhum problema ao ir e vir, à segurança energética e no setor econômico", afirmou Albuquerque.

A atenção a um possível movimento de caminhoneiros ocorre mais de um ano após uma histórica greve da categoria, em maio do ano passado, que gerou desabastecimento de combustíveis e diversos produtos.

Motivada por queixas contra os elevados preços do diesel, a paralisação em 2018 colocou pressão sobre o governo federal e a Petrobras e culminou na demissão do então presidente da petroleira estatal, Pedro Parente, além de ter levado a mudanças na política da empresa para os preços dos combustíveis.

Albuquerque acrescentou que o governo criou um gabinete de acompanhamento para monitorar a situação nas estradas, em grupo que reúne as pastas de Minas e Energia, Infraestrurura, Casa Civil , Justiça e Segurança Pública e Gabinete de Segurança Institucional.

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