Economia

Mantega: BRICs concordam com avaliação do FMI

"Há várias incertezas e falta de confiança nas soluções que estão sendo implementadas pelos países", disse o ministro de Dilma


	Mantega: "Há uma demora dos países europeus para a implementação de soluções e há incertezas em relação aos EUA, especialmente sobre as questões fiscais"
 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Mantega: "Há uma demora dos países europeus para a implementação de soluções e há incertezas em relação aos EUA, especialmente sobre as questões fiscais" (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 11 de outubro de 2012 às 07h02.

Tóquio - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que os países membros dos BRICs têm uma opinião semelhante à realizada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), no relatório Perspectiva da Economia Mundial lançado nesta semana, que destacou que o nível de atividade global está num ritmo de recuperação abaixo do que era previsto nos últimos meses.

"Temos uma visão parecida do relatório do FMI, pois avalia que a situação econômica mundial não tem melhorado. Há várias incertezas e falta de confiança nas soluções que estão sendo implementadas pelos países (avançados)", comentou Mantega, depois de participar de uma reunião de ministros dos BRICs, em Tóquio.

"Há uma demora dos países europeus para a implementação de soluções e há incertezas em relação aos EUA, especialmente sobre as questões fiscais", apontou o ministro.

Ele disse ainda que os países da zona do euro estão tomando medidas na direção correta, com destaque para a adoção da supervisão bancária, união fiscal e a aprovação do Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês).

"O problema é que esses instrumentos começam a ser construídos e não começam a funcionar. O próprio ESM, que foi pensado há muitos meses, ainda não está funcionando", apontou Mantega. "Existem controvérsias se ele vai dar cobertura para as dívidas antigas ou as novas", ponderou.

Segundo o ministro, mesmo que os instrumentos e decisões das autoridades europeias sejam corretos, a implementação das medidas está demorando. "Dessa forma existe incerteza quanto ao timing que esses instrumentos comecem a funcionar e aliviem a situação financeira e da dívida desses países", apontou.

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