Economia

Idec: Nova regra do cheque especial é educativa, mas não elimina riscos

Outra crítica da economista do Instituto é o que ela classifica como "ausência de transparência sobre a composição do Custo Efetivo Total" da operação

Cheque especial: medida coibirá prática que induzia o consumidor a ter a ilusão de que o saldo disponível era maior sem o devido alerta sobre os custos dessa operação (Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

Cheque especial: medida coibirá prática que induzia o consumidor a ter a ilusão de que o saldo disponível era maior sem o devido alerta sobre os custos dessa operação (Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 10 de abril de 2018 às 16h05.

Brasília - A economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, avaliou as novas regras para o funcionamento do cheque especial como "tímidas". "A medida é educativa, mas não resolve o problema da oferta e do risco na utilização e também na proposta de refinanciamento do saldo, o que poderá resultar em parcelamentos múltiplos e frequentes de saldos", diz a economista.

Outra crítica da economista é o que ela classifica como "ausência de transparência sobre a composição do Custo Efetivo Total" da operação. Sem detalhamento previsto, a nova norma, diz a economista, não fornecerá dados para "avaliar a composição do saldo e os custos adicionais que serão embutidos nos parcelamentos propostos".

Ione Amorim elogia a iniciativa dos bancos de desvincular o cheque especial do saldo apresentado ao cliente. A medida coibirá prática que induzia o consumidor a ter a ilusão de que o saldo disponível era maior sem o devido alerta sobre os custos dessa operação.

Acompanhe tudo sobre:BancosCheque especialIdec

Mais de Economia

Fórum da Ásia de Boao prevê crescimento de 4,5% para o PIB asiático em 2025

BID planeja aumentar recursos para US$ 38 bilhões com apoio do setor privado na América Latina

Brasil registra déficit de US$ 8,8 bilhões nas contas externas em fevereiro

Lula discursa para empresários no Japão e diz que Brasil é 'porto seguro' para investidores