Economia

Grécia comemora volta da economia após acordo UE-FMI

Os ministros da zona do euro e o FMI tomaram decisões importantes que permitirão injetar até outubro 3,5 bi de euros na economia, comentou o governo


	Grécia: os ministros da zona do euro e o FMI tomaram decisões importantes que permitirão injetar até outubro 3,5 bi de euros na economia, comentou o governo
 (Yves Herman/Reuters)

Grécia: os ministros da zona do euro e o FMI tomaram decisões importantes que permitirão injetar até outubro 3,5 bi de euros na economia, comentou o governo (Yves Herman/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 25 de maio de 2016 às 10h52.

O governo grego comemorou nesta quarta-feira o fato de um acordo alcançado durante a noite por seus credores para desbloquear 10 bilhões para o país e aliviar sua dívida abrir caminho para a volta aos trilhos da economia grega.

Os ministros das Finanças da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) "tomaram decisões importantes" que permitirão injetar até outubro 3,5 bilhões de euros na economia nacional e garantem "durante um longo período o financiamento da economia em condições muito favoráveis", comentou uma fonte governamental.

"É um momento importante para a Grécia depois de tanto tempo", reagiu com satisfação em Bruxelas o ministro das Finanças, Euclide Tsakalotos, depois de uma reunião de 11 horas do Eurogrupo destinada sobretudo a acabar com s divergências entre Alemanha e FMI sobre como a Grécia deveria ser tratada.

A reunião levou ao desbloqueio de uma nova parcela do terceiro programa de resgate da Grécia e a um acordo de "medidas progressivas" para aliviar a dívida do país, condição sine qua non do FMI para sua participação.

Segundo a mesma fonte governamental, a nova parcela será desbloqueada em duas vezes: 7,5 bilhões de euros até 30 de junho e 2,8 em setembro. Deste total, 3,5 bilhões serão utilizados para o pagamento dos atrasos devidos pelo Estado grego aos seus fornecedores, disse a mesma fonte governamental.

Segundo ela, o Eurogrupo também abriu caminho a uma "solução imediata da questão da dívida", com a "implementação de um mapa do caminho que normalize o estado de liquidez da economia" e permita "acelerar o retorno do país aos mercados financeiros", um prazo fixado a 2017 por Atenas.

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