Economia

BNDES desembolsa R$ 133,7 bi em 2024, alta de 17% ante 2023

Lucro líquido ficou em R$ 26,4 bilhões, aumento de 20,5% ante 2023, com pagamentos de R$ 29,5 bilhões ao governo federal

Agência o Globo
Agência o Globo

Agência de notícias

Publicado em 25 de fevereiro de 2025 às 12h09.

Os desembolsos do BNDES para financiamento em vigor somaram R$ 133,7 bilhões em 2024, alta nominal (sem descontar a inflação) de 17% frente a 2023. As aprovações de novos financiamentos somaram R$ 212,6 bilhões ano passado, aumento nominal de 22% ante 2023.

Com isso, o banco registrou lucro líquido R$ 26,4 bilhões em 2024, crescimento de 20,5% em relação a 2023, o que permitiu um pagamento adicional de dividendos à União de R$ 13,6 bilhões em dezembro. Incluindo esse pagamento, o total de repasses do lucro para ajudar nas receitas do governo federal somou R$ 29,5 bilhões ano passado.

Maior injeção de crédito da história

Em comunicado, o BNDES informou que, diante dos dados, "realizou a maior injeção de crédito" em sua história, com R$ 276,5 bilhões, incluindo "aprovações e garantias".

A conta é nominal, sem descontar a inflação. Em termos reais, 2010 e 2014 foram os anos recordes do BNDES. Além disso, a conta de "injeção de crédito" considera o Peac, programa de garantias que usa o FGI, um fundo garantidor.

Nesse programa, quem concede o crédito são os bancos comerciais. O BNDES opera a concessão dos avais, com recursos do FGI, que recebeu aportes do Tesouro.

Além disso, segundo o comunicado, 2024 "foi o ano em que o BNDES alcançou a maior carteira de crédito desde 2017, no valor de R$ 584,8 bilhões, e a menor inadimplência do sistema financeiro (0,001%)".

Acompanhe tudo sobre:BNDESEconomia

Mais de Economia

Powell adverte que tarifas de Trump podem desacelerar crescimento e trazer inflação

Governo Lula vê taxas da China contra EUA como ‘antessala’ para acordo com Trump após tarifaço

Milei não consegue se reunir com Trump e Bolsa argentina chega a cair 11% com tarifas dos EUA

Fornecedores automotivos pedem que UE acelere os acordos comerciais com Mercosul e México