Economia

Aumento da gasolina já aparece no atacado

O efeito do aumento dos preços dos combustíveis já apareceu integralmente no atacado, segundo revelou a primeira prévia do IGP-M de fevereiro


	FGV: o aumento dos combustíveis deve ser contrabalançado pela queda das tarifas de energia elétrica
 (Marcos Santos/USP Imagens)

FGV: o aumento dos combustíveis deve ser contrabalançado pela queda das tarifas de energia elétrica (Marcos Santos/USP Imagens)

DR

Da Redação

Publicado em 7 de fevereiro de 2013 às 13h06.

Rio de Janeiro - O efeito do aumento dos preços dos combustíveis já apareceu integralmente no atacado, segundo revelou a primeira prévia do IGP-M de fevereiro, mas deve aparecer aos poucos no subindicador que mede a inflação ao consumidor, o IPC-M, disse nesta quinta-feira o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

"Temos uma perspectiva bastante favorável (para o IGP-M), mesmo que a gasolina, que apareceu no IPA integralmente, vá aparecendo aos poucos no IPC", afirmou. Segundo ele, o aumento dos combustíveis deve ser contrabalançado pela queda das tarifas de energia elétrica.

"O que teremos de impacto de queda da energia elétrica acomodaria vários aumentos de gasolina".

De acordo com ele, o impacto da redução das tarifas verificado não representa nem metade do total esperado. "Daqui para o fim do mês, vai haver um aprofundamento desse impacto", afirmou. A expectativa da FGV é que o IPC fechado de fevereiro seja "bem menor" que o de janeiro, de acordo com Quadros.

Ele explicou que o IGP-M não desacelerou na primeira prévia de fevereiro, apesar da redução de ritmo verificada no IPA e no IPC, por causa da alta do INCC.

Embora represente apenas 10% do índice, este último subindicador puxou-o para cima em razão do aumento do custo da mão de obra. Além de reajuste em Belo Horizonte, alguns salários foram corrigidos pelo novo mínimo no País.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasPreçosEstatísticasInflaçãoIndicadores econômicosFGV - Fundação Getúlio VargasCombustíveisGasolinaIGP-M

Mais de Economia

Governo anuncia projeto de corte de benefícios fiscais e prevê elevar receita em R$ 19,76 bi em 2026

Governo reserva R$ 40,8 bi para emendas parlamentares no Orçamento de 2026

Governo prevê superávit de R$ 34,3 bilhões em 2026, no centro da meta

Bolsa Família deve ter orçamento de R$ 158,6 bilhões em 2026, levemente menor que em 2025