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Crise? E se...

Crises podem ser bons gatilhos para a prática da criatividade empresarial e revisão dos modelos de negócios de nossas empresas.

Criatividade e Inovação começam com uma pergunta simples. E se? (fancycrave1 / Pixabay/Divulgação)
Criatividade e Inovação começam com uma pergunta simples. E se? (fancycrave1 / Pixabay/Divulgação)
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Publicado em 6 de julho de 2020 às, 16h51.

Última atualização em 6 de julho de 2020 às, 16h54.

Esta crise toda que estamos vivendo com certeza tem nos ensinado muito. E uma coisa que aprendi é que realmente nunca devemos falar que já vimos de tudo quando falamos de negócios.

A prova disso é o novo serviço de vôos de mentira que o aeroporto de Songshan, em Taiwan, vem oferecendo em conjunto com a China Airlines. Se você não ouviu falar disso, pode ler a matéria completa aqui mesmo na Exame.

E, mais impressionante do que a ideia de oferecer vôos de mentira em uma época que ninguém pode viajar, é o fato deste serviço ter conseguido atrair um grande número de pessoas.

Sem querer ser repetitivo, esta crise realmente tem nos ensinado muito e feliz aquela empresa que, por mais que esteja passando por dificuldades agora, tem conseguido de fato aprender com tudo isso para se fortalecer e, assim, conseguir buscar caminhos alternativos e completamente fora da caixa para gerar novas vendas em momentos de escassez, como o aeroporto e a China Airlines fizeram.

Crises podem ser bons gatilhos para a prática da criatividade empresarial e revisão dos modelos de negócios de nossas empresas. Ou seja, uma crise pode ser um bom momento para praticar o que chamo de “E se...”.

E o que significa isso? “E se...” é aquela provocação que devemos fazer, começando dentro de nós mesmos, que pode nos ajudar e fazer dos limões que a crise nos dá, muito mais do que apenas uma limonada.

Tenho certeza de que há alguns poucos meses atrás, se alguém tivesse a ideia de fazer vôos fakes, todos nossos acharíamos isso um absurdo, certo? Mesmo agora, ainda é uma ideia que soa estranha. Mas este caso nos mostrou que é possível passar aquela primeira barreira do medo que nos impede de pensar fora da caixa.

Com certeza, o “E se...” passou pela cabeça de quem teve a ideia deste serviço. Mas só isso não basta, claro, é preciso ter também coragem para executar e, inclusive, errar.

Portanto, parabéns ao aeroporto de Songshan e à China Airlines. Parabéns por esta ideia estranha, inusitada e muito criativa. Mais do que gerar novos recursos financeiros em tempos de crise, vocês também levaram uma experiência que com certeza deve ter ajudado a amenizar os efeitos psicológicos desta crise também nos seus clientes.