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Evolução financeira em família. A vida de todos nós.

Vou narrar uma estória que poderia acontecer com qualquer um, com qualquer família. Talvez seja interessante a você. Meire já era casada com Marcos há anos, tinham 3 filhos adolescentes e abrigavam um sobrinho que, como eles, deixou sua pequena cidade para morar na maior cidade do interior de seu Estado. Quando se conheceram ambos eram vendedores, ela em uma loja de roupas masculinas e ele representante comercial se conheceram […] Leia mais

DR

Da Redação

Publicado em 25 de junho de 2013 às 21h15.

Última atualização em 24 de fevereiro de 2017 às 08h58.

Vou narrar uma estória que poderia acontecer com qualquer um, com qualquer família. Talvez seja interessante a você.

Meire já era casada com Marcos há anos, tinham 3 filhos adolescentes e abrigavam um sobrinho que, como eles, deixou sua pequena cidade para morar na maior cidade do interior de seu Estado.

Quando se conheceram ambos eram vendedores, ela em uma loja de roupas masculinas e ele representante comercial se conheceram um pouco mais e se casaram. O tempo passou as crises do casamento vêm e vão, e olhando para trás Meire repara que os dois juntos construíram mais que seus pais em uma vida inteira.
A receita para isso foi trabalhar para aumentar a renda de ambos. Ela chegou a ser gerente da loja enquanto que Marcos aumentou suas representadas e seus clientes e a renda da família cresceu.

Porém nem sempre tudo foi um mar de rosas, quando veio o segundo filho Meire parou de trabalhar e seu marido passou a ser a única fonte de renda da família.
Com o aumento de gastos e diminuição das receitas alguns pequenos problemas começaram a ocorrer como pagamento parcial do cartão de crédito e entradas constantes no cheque especial.

Nesta fase do casamento Meire questiona-se buscando os motivos que faziam com que ela e seu marido brigassem com mais freqüência colocassem as crianças de castigo, tivessem vontade de fazer passeios sem a presença do outro, etc. Como isso era possível, se tinham uma família, uma casa, dois carros, e mesmo sem que ela trabalhasse os negócios de Marcos estavam indo bem e já supriam com sobra a renda que ela tivera como gerente da loja?

O que nem Meire nem Marcos percebiam é que apesar de terem tudo, sempre estavam no vermelho. Mesmo sendo em valores pequenos de conta corrente bancária descoberta ou pequenos atrasos no pagamento das contas do dia a dia, a situação gerava tamanha ansiedade e energia negativa que era descarregada no porto seguro mais próximo, as pessoas que se ama.

Meire buscou um curso e o palestrante perguntou aos participantes se tinham um projeto ou objetivos de vida, que poderiam ser bens materiais ou não. Poucos responderam que sim e Meire não era uma destas pessoas.

Logo após o curso, junto com Marcos, Meire fez o projeto de vida da família, que incluía viagens, faculdade dos filhos (o terceiro ainda não era nem projeto), e as realizações pessoais e materiais que sempre sonharam. Entre outras coisas o plano incluiu custo e prazo de realização de cada item.

Esse plano de vida provocou uma reflexão sobre hábitos de consumo e sobre o desequilíbrio financeiro da família. O casal se olhou e, veladamente, já sabiam que para atingirem os objetivos propostos teriam que mudar.
Para auxiliar seu caminho fizeram o seguinte:
1- Relacionaram todas as contas da família (água, luz, gás, IPTU, manutenção, supermercado, etc.)
2- Relacionaram seus ganhos (mês a mês as comissões de vendas de Marcos)
3- Fizeram uma planilha de fluxo de caixa que nada mais era senão Ganhos – Pagamentos = Saldo ou Receitas – Despesas = Saldo.

Infelizmente as contas não batiam o saldo da planilha era positivo, porém na conta corrente do banco era negativo. Mas, felizmente este exercício fez com que encontrassem as goteiras em seu pequeno orçamento doméstico. Havia pequenas despesas que não tinham boletos para pagar como o cafezinho com um cliente ou o sorvete com as crianças no parque ou a água de coco após a caminhada, pedágios, gorjetas, etc.

A solução para isso foi um aplicativo no celular de cada um no qual passaram a relacionar todas estas pequenas despesas. Ao longo do mês Meire lançava as despesas de ambos e checava o saldo em dinheiro nas carteiras para se certificar que nada havia sido esquecido.

Com os dados em ordem e já acostumados à dura e enfadonha rotina de relacionar o que se gasta e lançar em uma planilha, o casal começa a perceber oportunidades de redução de despesas.
Por exemplo, altos gastos com tarifas bancárias e juros sobre cartão de crédito e cheque especial, o mesmo com internet e telefone, seguro, IPVA e combustível com dois carros e duas motocicletas, mais aluguel de garagem, viagens pelo trabalho com alto custo de pedágio ou avião e taxi, compras volumosas de produtos perecíveis no supermercado e que acabavam se estragando, etc.

E ao perceberem as oportunidades foram à luta.

Das 6 contas bancárias encerraram 4 e ficaram com 2 somente, reduziram o limite do cheque especial até que pararam de usá-lo, dos 8 cartões de crédito ficaram com somente 2 que proporcionam milhagens que podem ser usadas no trabalho de Marcos ou no lazer com a família, cancelaram o antigo pacote de internet e linha telefônica e aproveitaram a portabilidade para adquirir um combo, em outra empresa, com descontos em ligações e internet a custo menor. Venderam um carro e uma motocicleta e Marcos passou a usar mais o serviço público de transporte para atender alguns clientes reduzindo o custo também de estacionamento, e sempre que possível troca o avião por ônibus leito em suas viagens de trabalho eliminando muitos custos, e ainda nestas viagens o casal passou a se falar com serviços gratuitos de comunicação pela internet e, por fim, naquela casa quando se vai ao supermercado só se compra o necessário aproveitando-se as promoções.

CONCLUSÃO: O dinheiro começou a sobrar ! ! ! !

Com isso o plano de vida começou a andar, hoje a faculdade dos 3 filhos (um chegou de surpresa no meio do caminho) já está parcialmente paga com os recursos separados em nome de cada um deles. A aposentadoria do casal também está planejada e para tanto compram mensalmente uma pequena quantidade de ações de empresas boas pagadoras de dividendos. Já adquiriram sua casa própria se livrando do aluguel e nunca mais pararam de alimentar a planilha de fluxo de caixa famíliar e continuam aprendendo com ela, agora devem trocar os celulares por rádios reduzindo ainda mais as despesas.

Como as “crianças” já estão encaminhadas Meire começou a trabalhar com Marcos aumentando a capacidade de formar renda da família e melhorando a organização do escritório.
Afinal vida é assim.

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Twitter: @calilecalil

Vou narrar uma estória que poderia acontecer com qualquer um, com qualquer família. Talvez seja interessante a você.

Meire já era casada com Marcos há anos, tinham 3 filhos adolescentes e abrigavam um sobrinho que, como eles, deixou sua pequena cidade para morar na maior cidade do interior de seu Estado.

Quando se conheceram ambos eram vendedores, ela em uma loja de roupas masculinas e ele representante comercial se conheceram um pouco mais e se casaram. O tempo passou as crises do casamento vêm e vão, e olhando para trás Meire repara que os dois juntos construíram mais que seus pais em uma vida inteira.
A receita para isso foi trabalhar para aumentar a renda de ambos. Ela chegou a ser gerente da loja enquanto que Marcos aumentou suas representadas e seus clientes e a renda da família cresceu.

Porém nem sempre tudo foi um mar de rosas, quando veio o segundo filho Meire parou de trabalhar e seu marido passou a ser a única fonte de renda da família.
Com o aumento de gastos e diminuição das receitas alguns pequenos problemas começaram a ocorrer como pagamento parcial do cartão de crédito e entradas constantes no cheque especial.

Nesta fase do casamento Meire questiona-se buscando os motivos que faziam com que ela e seu marido brigassem com mais freqüência colocassem as crianças de castigo, tivessem vontade de fazer passeios sem a presença do outro, etc. Como isso era possível, se tinham uma família, uma casa, dois carros, e mesmo sem que ela trabalhasse os negócios de Marcos estavam indo bem e já supriam com sobra a renda que ela tivera como gerente da loja?

O que nem Meire nem Marcos percebiam é que apesar de terem tudo, sempre estavam no vermelho. Mesmo sendo em valores pequenos de conta corrente bancária descoberta ou pequenos atrasos no pagamento das contas do dia a dia, a situação gerava tamanha ansiedade e energia negativa que era descarregada no porto seguro mais próximo, as pessoas que se ama.

Meire buscou um curso e o palestrante perguntou aos participantes se tinham um projeto ou objetivos de vida, que poderiam ser bens materiais ou não. Poucos responderam que sim e Meire não era uma destas pessoas.

Logo após o curso, junto com Marcos, Meire fez o projeto de vida da família, que incluía viagens, faculdade dos filhos (o terceiro ainda não era nem projeto), e as realizações pessoais e materiais que sempre sonharam. Entre outras coisas o plano incluiu custo e prazo de realização de cada item.

Esse plano de vida provocou uma reflexão sobre hábitos de consumo e sobre o desequilíbrio financeiro da família. O casal se olhou e, veladamente, já sabiam que para atingirem os objetivos propostos teriam que mudar.
Para auxiliar seu caminho fizeram o seguinte:
1- Relacionaram todas as contas da família (água, luz, gás, IPTU, manutenção, supermercado, etc.)
2- Relacionaram seus ganhos (mês a mês as comissões de vendas de Marcos)
3- Fizeram uma planilha de fluxo de caixa que nada mais era senão Ganhos – Pagamentos = Saldo ou Receitas – Despesas = Saldo.

Infelizmente as contas não batiam o saldo da planilha era positivo, porém na conta corrente do banco era negativo. Mas, felizmente este exercício fez com que encontrassem as goteiras em seu pequeno orçamento doméstico. Havia pequenas despesas que não tinham boletos para pagar como o cafezinho com um cliente ou o sorvete com as crianças no parque ou a água de coco após a caminhada, pedágios, gorjetas, etc.

A solução para isso foi um aplicativo no celular de cada um no qual passaram a relacionar todas estas pequenas despesas. Ao longo do mês Meire lançava as despesas de ambos e checava o saldo em dinheiro nas carteiras para se certificar que nada havia sido esquecido.

Com os dados em ordem e já acostumados à dura e enfadonha rotina de relacionar o que se gasta e lançar em uma planilha, o casal começa a perceber oportunidades de redução de despesas.
Por exemplo, altos gastos com tarifas bancárias e juros sobre cartão de crédito e cheque especial, o mesmo com internet e telefone, seguro, IPVA e combustível com dois carros e duas motocicletas, mais aluguel de garagem, viagens pelo trabalho com alto custo de pedágio ou avião e taxi, compras volumosas de produtos perecíveis no supermercado e que acabavam se estragando, etc.

E ao perceberem as oportunidades foram à luta.

Das 6 contas bancárias encerraram 4 e ficaram com 2 somente, reduziram o limite do cheque especial até que pararam de usá-lo, dos 8 cartões de crédito ficaram com somente 2 que proporcionam milhagens que podem ser usadas no trabalho de Marcos ou no lazer com a família, cancelaram o antigo pacote de internet e linha telefônica e aproveitaram a portabilidade para adquirir um combo, em outra empresa, com descontos em ligações e internet a custo menor. Venderam um carro e uma motocicleta e Marcos passou a usar mais o serviço público de transporte para atender alguns clientes reduzindo o custo também de estacionamento, e sempre que possível troca o avião por ônibus leito em suas viagens de trabalho eliminando muitos custos, e ainda nestas viagens o casal passou a se falar com serviços gratuitos de comunicação pela internet e, por fim, naquela casa quando se vai ao supermercado só se compra o necessário aproveitando-se as promoções.

CONCLUSÃO: O dinheiro começou a sobrar ! ! ! !

Com isso o plano de vida começou a andar, hoje a faculdade dos 3 filhos (um chegou de surpresa no meio do caminho) já está parcialmente paga com os recursos separados em nome de cada um deles. A aposentadoria do casal também está planejada e para tanto compram mensalmente uma pequena quantidade de ações de empresas boas pagadoras de dividendos. Já adquiriram sua casa própria se livrando do aluguel e nunca mais pararam de alimentar a planilha de fluxo de caixa famíliar e continuam aprendendo com ela, agora devem trocar os celulares por rádios reduzindo ainda mais as despesas.

Como as “crianças” já estão encaminhadas Meire começou a trabalhar com Marcos aumentando a capacidade de formar renda da família e melhorando a organização do escritório.
Afinal vida é assim.

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