Ciência

Misturar vacinas contra a covid-19 deveria ser possível, diz Oxford

A expectativa aumenta para os resultados da Astra-Oxford depois que a Pfizer e a Moderna revelaram que suas vacinas mostraram 95% de eficácia

Oxford: universidade acredita que deveria ser possível misturar vacinas (Athit Perawongmetha/Reuters Business)

Oxford: universidade acredita que deveria ser possível misturar vacinas (Athit Perawongmetha/Reuters Business)

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Bloomberg

Publicado em 21 de novembro de 2020 às 08h00.

As pessoas deveriam ter a possibilidade de tomar mais de um tipo de vacina contra o coronavírus, para que não sejam impedidas de tentar uma imunização diferente se a primeira for menos eficaz, disse o principal pesquisador do estudo da Universidade de Oxford.

“A teoria é que isso deveria funcionar, e não há razão” para que não funcione, disse Andrew Pollard, que coordena o ensaio da vacina contra a Covid-19 da Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. “Deveria ser possível usar uma vacina e depois reforçar com a outra”, disse durante conferência de imprensa na quinta-feira sobre os resultados mais recentes do grupo.

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Segundo Pollard, as líderes na corrida - as vacinas da Astra-Oxford, da Pfizer e da Moderna - visam uma resposta imune contra a chamada proteína spike do SARS-CoV-2. Por isso, deveria ser possível misturá-las. No entanto, ele alertou que mais estudos são necessários.

A expectativa aumenta para os resultados da Astra-Oxford depois que a Pfizer e a Moderna revelaram que suas vacinas, que usam a tecnologia de RNA mensageiro, mostraram 95% de eficácia em uma análise final de dados dos estudos publicados nos últimos 10 dias. A análise sobre a vacina da Astra-Oxford é esperada nas próximas semanas.

Pollard disse que precisava haver pelo menos 53 infecções confirmadas no estudo antes que os dados possam ser revelados, mas, como a taxa de infecção cresce rapidamente, o número provavelmente será muito maior.

A Astra e a Oxford divulgarão os principais resultados dos testes assim que ultrapassarem o número de referência de casos, seguido por uma análise de dados mais detalhada e revisada por pares em uma revista científica semanas depois, disse Pollard.

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