Ciência

Gênios mirins: conheça as crianças com os maiores QIs do mundo

Apesar do potencial extraordinário, muitas crianças superdotadas enfrentam dificuldades na escola

A superdotação infantil é caracterizada por um desempenho significativamente acima da média em uma ou mais áreas do conhecimento humano (GettyImages)

A superdotação infantil é caracterizada por um desempenho significativamente acima da média em uma ou mais áreas do conhecimento humano (GettyImages)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 8 de agosto de 2025 às 16h15.

Última atualização em 8 de agosto de 2025 às 19h59.

O Quociente de Inteligência (QI) é uma medida padronizada da capacidade cognitiva de um indivíduo. Embora a média populacional esteja em torno de 100, algumas crianças apresentam pontuações extraordinárias, que ultrapassam os 160 pontos — nível considerado genial. Casos assim são raros e frequentemente reconhecidos por instituições como a Mensa International e o Guinness World Records.

Joseph Harris-Birtill: o mais jovem da Mensa

Joseph Harris-Birtill, o pequeno gênio (Guinness World Records)

Em 2025, o britânico Joseph Harris-Birtill, com apenas 2 anos e 182 dias, tornou-se o membro mais jovem da Mensa, sociedade internacional de alto QI. Joseph já lia livros completos antes dos dois anos e demonstrava interesse por temas como código Morse e tabela periódica. Seu recorde foi oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records.

Krish Arora: superando Einstein e Hawking

Krish Arora superou Einstein no QI (Reprodução)

Outro caso notável é o de Krish Arora, um menino britânico de 10 anos que obteve 162 pontos no teste de QI — superando as estimativas atribuídas a Albert Einstein e Stephen Hawking. Ele foi aceito na Mensa e está entre os 1% mais inteligentes do mundo.

Benjamin: o brasileiro mais jovem na Mensa

O brasileiro Benjamin, ainda criança, foi aceito nas sociedades Mensa e Intertel, tornando-se o mais jovem do país a alcançar esse feito. Sua história é marcada por desenvolvimento precoce e habilidades cognitivas excepcionais, reconhecidas por instituições especializadas.

Superdotação infantil: potencial, desafios e caminhos para o desenvolvimento

A superdotação infantil é caracterizada por um desempenho significativamente acima da média em uma ou mais áreas do conhecimento humano, como inteligência geral, criatividade, liderança, talento artístico ou habilidades psicomotoras. Embora o QI elevado (geralmente acima de 130) seja um dos critérios mais utilizados, a identificação de crianças superdotadas envolve múltiplos instrumentos e observações comportamentais.

Características cognitivas e socioemocionais

Segundo uma revisão sistemática publicada na Revista Brasileira de Educação Especial, crianças superdotadas apresentam desenvolvimento cognitivo precoce, vocabulário avançado, raciocínio lógico refinado e grande capacidade de aprendizagem autodirigida. No entanto, esse avanço intelectual nem sempre é acompanhado por maturidade emocional, o que pode gerar dessincronia no desenvolvimento — uma situação em que a criança pensa como um adulto, mas sente como uma criança.

Um estudo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas revelou que essas crianças também apresentam diferenças significativas em habilidades sociais e inteligência emocional, quando comparadas a seus pares. Elas tendem a ter maior empatia, sensibilidade emocional e capacidade de resolução de conflitos, mas também podem ser mais vulneráveis a ansiedade e isolamento social.

Desafios no diagnóstico e na inclusão escolar

Apesar do potencial extraordinário, muitas crianças superdotadas enfrentam dificuldades na escola. A falta de preparo dos professores e a ausência de políticas públicas eficazes dificultam a identificação precoce e o atendimento adequado. Em muitos casos, essas crianças são rotuladas como “problemáticas” por apresentarem comportamentos como hiperfoco, perfeccionismo ou resistência a regras convencionais.

O diagnóstico formal exige uma avaliação multidisciplinar, que pode incluir testes de QI, inventários de comportamento, entrevistas com pais e professores, e observações clínicas. No Brasil, o acesso a esses testes ainda é limitado, especialmente na rede pública, o que contribui para a subnotificação de casos.

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