Ciência

Combo de vacinas? França e Alemanha misturam imunizantes contra covid

Em nova orientação, quem tomou a vacina da Oxford deve optar na segunda dose pela Pfizer ou da Moderna

Vacinação: paciente recebe dose da vacina contra coronavírus em um ginásio em  Nogent-le-Rotrou, na França (JEAN-FRANCOIS MONIER/AFP/Getty Images)

Vacinação: paciente recebe dose da vacina contra coronavírus em um ginásio em Nogent-le-Rotrou, na França (JEAN-FRANCOIS MONIER/AFP/Getty Images)

Uma decisão controversa de autoridades sanitárias da França e da Alemanha tem indicado que seus cidadãos de, respectivamente, menos de 55 e 60 anos e que já tomaram a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a covid-19, recebam como segunda dose da Pfizer ou Moderna.

O combo não é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) já que ainda não há estudos sobre as possíveis consequências dessas combinações.

Na França, a decisão deve afetar 530.000 pessoas com menos de 55 anos que já tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca entre o início de fevereiro e meados de março. A Alta Autoridade de Saúde, um painel de especialistas que aconselha o governo francês, disse que a segunda dose deve ser de vacinas baseadas na tecnologia de RNA, como a da Pfizer e a da Moderna.

Na Alemanha, pelo menos 2,2 milhões de pessoas com menos de 60 anos já tomaram a primeira dose da AstraZeneca.

Ironicamente, o Brasil foi pioneiro no movimento, em abril, foi levantado que pelo menos 16.500 pessoas vacinadas contra a covid-19 no Brasil receberam a primeira dose da vacina da Coronavac e a segunda dose da Oxford/AstraZeneca ou vice-versa. Obviamente, tratou-se de um erro no controle das vacinas aplicadas no país.

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