Mary Barra: CEO da General Motors. (Anna Moneymaker / Equipe/Getty Images)
Repórter de Lifestyle
Publicado em 26 de março de 2025 às 17h16.
Última atualização em 26 de março de 2025 às 17h42.
Mesmo com as mudanças de tecnologia, disputa entre países e mudança de comportamento dos consumidores, o setor automotivo segue sendo um dos mais lucrativos do mundo, com remunerações milionárias para seus principais executivos. Embora as remunerações dos CEOs do setor variem, o padrão é claro: altos salários atrelados a um desempenho financeiro robusto e a lideranças que guiam gigantes do setor para novos horizontes.
A cada ano, esses executivos não apenas comandam empresas bilionárias mas também têm de tomar decisões que influenciam toda a indústria global, especialmente em um momento em que o mercado está mudando rapidamente, com a chegada dos carros elétricos e a transformação digital das montadoras.
O impacto financeiro desses pacotes salariais é refletido em um setor em constante adaptação, que enfrenta novas demandas e desafios globais. A crescente pressão por sustentabilidade, inovação e competitividade tem levado as montadoras a investir em novas tecnologias, além de investir fortemente na diversificação de produtos. Ao observar as remunerações dos CEOs mais bem pagos do setor, é possível perceber o reflexo dessa alta responsabilidade e o impacto que essas lideranças têm na transformação da indústria automobilística.
Carlos Tavares, ex-CEO da Stellantis, liderou a lista dos mais bem pagos em 2023. O executivo recebeu aproximadamente 39 milhões de euros (cerca de R$ 240 milhões). No fim do ano passado, o executivo anunciou sua saída da companhia. Tavares deixou sua posição antes do esperado devido a divergências de visão sobre o futuro da montadora com o conselho e alguns acionistas.
A segunda posição da lista de CEOs mais bem pagos foi ocupada por Mary Barra, CEO da General Motors. Em 2023, Barra recebeu um pacote de remuneração total de US$ 27,8 milhões. Embora seu salário tenha sofrido uma redução de 4% em relação a 2022, principalmente devido a um ajuste nos bônus, sua liderança continua a ser fundamental para o gigante americano. Barra tem se destacado por conduzir a GM em direção à eletrificação e novas tecnologias, em um momento crucial de transformação para a indústria automotiva.
Em terceiro lugar, Jim Farley, CEO da Ford, também garantiu uma remuneração significativa. Farley obteve aproximadamente US$ 26,5 milhões em 2023. A estratégia da Ford, que inclui investimentos pesados em veículos elétricos e em novas parcerias, tem sido um pilar importante da gestão de Farley, refletindo no seu pacote salarial.