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Os 19 melhores vinhos tintos brasileiros eleitos por renomado guia internacional

Na edição de 2025 do guia Descorchados, foram mais de 4 mil vinhos degustados, abrangendo 210 vinícolas argentinas, 186 chilenas, 44 uruguaias, 47 brasileiras, 20 peruanas e cinco bolivianas

Gilson Garrett Jr.
Gilson Garrett Jr.

Repórter de Lifestyle

Publicado em 5 de abril de 2025 às 07h40.

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O Descorchados é um dos mais respeitados guias de vinhos da América do Sul, com avaliações de rótulos da Argentina, Chile, Uruguai, Brasil, Peru e Bolívia. Na edição de 2025, foram mais de 4 mil vinhos degustados, abrangendo 210 vinícolas argentinas, 186 chilenas, 44 uruguaias, 47 brasileiras, 20 peruanas e cinco bolivianas.

No recorte feito com vinhos brasileiros tintos, três rótulos receberam 93 pontos: Vinho Fino Tinto Seco Tannat 2023, da vinícola gaúcha Belmonte, o Potter 2024 Tannat, da também gaúcha Guatambu, além do Sabina Dyrah Seleção de Parcelas 2024, da Sacramentos Vinifer que fica na Serra da Canastra, em Minas Gerais.

O guia Descorchados está à venda por R$ 295 no site www.adegaonline.com.br. A edição é dividida em três volumes: um dedicado à Argentina, outro ao Chile, e um terceiro com Brasil, Uruguai, Bolívia e Peru.

Os melhores vinhos tintos do Brasil

Os melhores vinhos da América do Sul

“Sempre me perguntam o que precisa ter um vinho para receber 100 pontos. O rótulo precisa expressar a variedade da uva e o lugar de onde vem.” É assim que Patricio Tapia, jornalista especializado que há décadas cobre o setor de vinhos, explica os critérios por trás da nota máxima — 100 pontos — concedida a dois rótulos na nova edição do guia Descorchados, criado por ele.

Segundo especialistas internacionais, as safras de 2021 e 2022 na Argentina e no Chile estão entre as melhores dos últimos tempos, resultando em vinhos que beiram a perfeição. Foi justamente nesse cenário que surgiram os dois rótulos com avaliação máxima: o Adrianna Vineyard Mundus Bacillus Terrae 2022, da vinícola argentina Catena Zapata, e o Altazor 2021 Cabernet Sauvignon, da chilena Undurraga.

Adrianna Vineyard Mundus Bacillus Terrae 2022 – Catena Zapata

Assim como no ano passado, o vinho não passou por barricas de madeira, mas por recipientes de concreto, o que, segundo o guia, foi essencial para expressar com clareza o terroir da região. A interpretação feita pelo enólogo Alejandro Vigil buscou exaltar as características do solo e da altitude dos Andes.

Na taça, o vinho apresentou notas florais e herbáceas, frutas vermelhas ácidas, taninos finos, porém firmes, com acidez vibrante e um final floral. “Não há excessos. Tudo parece fino, linear, mais agudo do que redondo”, descreve a publicação.

O nome "Mundus Bacillus" faz referência ao microbioma do solo de um pequeno vinhedo de 1,4 hectare localizado a 1,4 mil metros de altitude, na região de Gualtallary, no norte do Vale do Uco, em Mendoza. O solo calcário e as videiras plantadas nos anos 1990 contribuem para sua complexidade. No Brasil, o rótulo é importado pela Mistral e deve chegar em breve ao mercado.

Altazor 2021 Cabernet Sauvignon – Undurraga

Lançado pela primeira vez com a safra de 1999, o Altazor é um dos ícones da vinícola chilena Undurraga. A versão 2021 vem de vinhedos em Pirque, no leste do Vale do Maipo, aos pés da Cordilheira dos Andes, a cerca de 700 metros de altitude — considerado elevado para os padrões chilenos.

A avaliação destacou a frescura e fruta do vinho, além de uma abordagem clássica para o Cabernet Sauvignon, longe de extrações excessivas. O blend traz 92% Cabernet Sauvignon, 6% Carménère e 2% Carignan.

“Tem sutileza, texturas finas e afiadas, mas nada agressivas. Os aromas mentolados e terrosos predominam em um vinho equilibrado, com acidez firme, longa projeção de sabores e um final ligeiramente herbáceo”, descreve o guia. No Brasil, o rótulo é importado pelo grupo Wine.

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