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Este resort com águas termais no Paraná foca no turismo de luxo e fatura R$ 134 milhões

O complexo hoteleiro existe há cerca de 50 anos, mas desde 2018 passou por uma mudança significativa no negócio, atraindo também o turismo de luxo

Jurema Águas Quentes: complexo tem 19 piscinas com água termal. (Divulgação/Divulgação)

Jurema Águas Quentes: complexo tem 19 piscinas com água termal. (Divulgação/Divulgação)

Gilson Garrett Jr.
Gilson Garrett Jr.

Repórter de Casual

Publicado em 20 de junho de 2024 às 15h20.

Como bem cantado por Jorge Ben Jor, o Brasil é um país abençoado por Deus e bonito por natureza. De norte a sul, conta com inúmeras paisagens naturais deslumbrantes, praias paradisíacas e águas termais que brotam da terra. Um desses lugares onde as águas saem quentes da fonte a uma temperatura de 42ºC fica no interior do Paraná, mais especificamente no município de Iretama, a cerca de 400 quilômetros de Curitiba.

Qualquer turista pode aproveitar os benefícios das águas termais da região no Jurema Águas Quentes. O resort está em uma área reconhecida pelo Departamento Nacional de Produção Mineral como detentora de uma das águas com a maior quantidade de sais minerais benéficos à saúde no país. O complexo hoteleiro existe há cerca de 50 anos, mas desde 2018 passou por uma mudança significativa no negócio, atraindo também o turismo de luxo.

A primeira grande alteração foi a construção de um segundo hotel, o Jardins de Jurema, focado no turista de luxo, além do já consagrado Lagos de Jurema que há décadas atende turistas da região. Essa mudança fez com que o faturamento passasse de R$ 60 milhões para R$ 134 milhões em 2023. Para este ano, a projeção é chegar a R$ 160 milhões, como conta Diego Garcia, diretor de vendas e marketing do grupo, em entrevista exclusiva à Casual EXAME. Veja os principais trechos da conversa.

Diego Garcia, diretor de vendas e marketing do grupo. (Divulgação/Divulgação)

Como está o resort hoje em termos de faturamento e estrutura?

Em 2018, passamos por um rebranding significativo, evoluindo de Termas de Jurema para Jurema Águas Quentes. Antes, tínhamos apenas um resort, o Lagos de Jurema. Com a reestruturação, expandimos e criamos um segundo resort, o Jardins de Jurema. Atualmente, temos dois resorts que formam nosso complexo, com o slogan "Dois Mundos, Um Único Destino". Esta expansão refletiu diretamente em nosso faturamento, que passou de R$ 60 milhões para R$ 134 milhões no ano passado. Mesmo enfrentando a pandemia, conseguimos crescer. Para este ano, projetamos um faturamento de R$ 160 milhões, quase triplicando o valor inicial.

Quais são as principais características dos dois resorts do complexo Jurema?

Temos no total 336 apartamentos, divididos entre os dois resorts. O Lagos de Jurema, nosso resort original, conta com 184 apartamentos e é focado em proporcionar uma imersão na natureza, com muitas árvores e áreas verdes. O Mirante, por exemplo, tem uma caminhada de 1 km, quase como um parque. Já o Jardins de Jurema, com 152 apartamentos, tem uma proposta mais contemporânea, inspirado na arquitetura grega, com uma abordagem minimalista e íntima. Ele é todo horizontal, oferecendo uma sensação de exclusividade. No complexo inteiro, temos 19 piscinas, o que permite uma experiência sem filas e tumultos, algo raro em destinos de águas termais, que geralmente são muito procurados.

Houve uma mudança no público-alvo após o rebranding? Os resorts estão mais focados em um público específico?

O Jardins de Jurema foi criado para atrair um público premium, focado em eventos durante a semana e no público classe A aos finais de semana. Oferecemos uma gastronomia diversificada, incluindo uma noite japonesa aos sábados. Por outro lado, o Lagos de Jurema mantém seu foco em ser um resort familiar, muito procurado por famílias grandes e grupos da terceira idade. Mantivemos uma alimentação mais simples e caseira, mas com muito sabor. Apesar das diferenças, ambos os resorts estão conectados por um rio que cruza os dois hotéis, e os hóspedes podem transitar entre eles, aproveitando as diferentes experiências oferecidas.

Como vocês conseguiram alcançar um aumento tão significativo no faturamento? Isso se deve a um aumento no número de hóspedes ou a um aumento no ticket médio?

Na verdade, é uma combinação de ambos. Com o Jardins de Jurema, temos trabalhado para aumentar a qualificação e categorização de nossos serviços, o que eleva a percepção de custo-benefício e, consequentemente, o ticket médio. Além disso, temos uma ocupação mais alta durante a semana com eventos corporativos, o que também contribui para o aumento do faturamento. No ano passado, fomos eleitos o quarto melhor resort do país pela plataforma Melhores Destinos, o que é um grande reconhecimento. Estamos competindo de igual para igual com resorts do Nordeste, conhecidos por sua excelência.

Quais são as projeções de ocupação e expansão futura para os resorts?

Atualmente, nossa média de ocupação fica em torno de 65%, o que nos permite oferecer uma experiência exclusiva aos nossos hóspedes. Temos planos de expansão, como a construção de mais 70 apartamentos no Jardins de Jurema. Além disso, temos projetos para um novo parque aquático, outro resort e até uma multipropriedade. Possuímos uma vasta área de 3,4 milhões de metros quadrados, dos quais apenas 90 mil são construídos. Então, há muito espaço para crescer. Nosso objetivo é equilibrar as melhorias no Lagos de Jurema com as inovações do Jardins e expandir até 2030.

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