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Chegou a hora da mais nova entre as novas gerações do tênis

Pós-adolescentes como João Fonseca, Learner Tien, Alexandra Eala e Mirra Andreeva começam a vencer os favoritos e ganhar posições no ranking

Jakub Mensik: vitória contra grandes em Miami (Frey/TPN/Getty Images)

Jakub Mensik: vitória contra grandes em Miami (Frey/TPN/Getty Images)

Ivan Padilla
Ivan Padilla

Editor de Casual e Especiais

Publicado em 27 de março de 2025 às 15h27.

Última atualização em 28 de março de 2025 às 08h50.

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Chegou a hora da mais nova das novas gerações do tênis. Quando ainda começamos a nos acostumar com nomes como Carlos Alcaraz, Jannik Sinner, Coco Gauff e Iga Swiatek, todos na faixa entre 21 e 23 anos, uma safra de pós-adolescentes começa a vencer os primeiros colocados, subir posições no ranking e conquistar novos torcedores.

No Miami Open, que acontece nesta semana, Iga perdeu da filipina Alexandra Eala, de 19 anos, nas quartas-de-final. Até as semifinais, Eala havia vencido nesse mesmo campeonato três vencedoras de Grand Slam. Além de Iga, derrotou Jelena Ostapenko e Madison Keys. “Esse torneio estará para sempre em meu coração”, disse, após a vitória contra Iga.

Eala perdeu na semifinal para a americana Jessica Pegula, em disputa acirrada no terceiro set. Saiu muito aplaudida por um público que está certo de estar frente a uma campeã futura.

Também em Miami, a russa Mirra Andreeva, de 17 anos, outra sensação do circuito feminino, sofreu a primeira derrota em 11 jogos seguidos. Ela vinha de dois títulos consecutivos em torneios WTA 1000, em Dubai e em Indian Wells.

Quem também conseguiu bons resultados no Miami Open foi a britânica Emma Raducanu, de 22 anos. Em 2021, ela havia conseguido um feito inédito na era aberta do tênis ao se tornar a primeira tenista vinda de um qualifying a vencer um Grand Slam, no US Open.

Depois disso, Raducanu, hoje número 60 do ranking da WTA, sofreu seguidas lesões. Agora, tem mostrado novamente que é capaz de se manter competitiva em alto nível. Em Miami, ela venceu a americana Emma Navarro, 10ª colocada no ranking.

João Fonseca, o tenista que virou verbo

O exemplo mais próximo dos brasileiros da mais nova das novas gerações do tênis é o do carioca João Fonseca, o tenista que virou verba. “Fonsequizar” passou a significar tanto torcer por Fonseca como atingir o sucesso. Com apenas 18 anos e sete meses, ele virou ídolo nacional e a levantar a torcida brasileiro por onde quer que passe, às vezes sem a educação que o tênis exige.

Em um ano como profissional, João Fonseca passou do número 341 no ranking para a 60ª posição. Foi o primeiro sul-americano a vencer um Next Gen ATP Finals, conquistou um título ATP 250, foi o mais jovem jogador a vencer um top 10, contra Andrey Rublev, no Australia Open.

Um de seus grandes adversários em sua curta carreira já é o americano Learner Tien, de 19 anos, a quem Fonseca venceu na final do US Open juvenil, em 2023. No torneio de Acapulco deste ano Tien derrotou o alemão Alexander Zverev, número dois do mundo. Ele ocupa atualmente a posição 66 do ranking.

Os talentos depois dos Big Three

O francês Arthur Fils, em 18º no ranking, é outra sensação da novíssima geração do tênis. Aos 20 anos, ele já marcou seis vitórias contra um top 10 em 14 jogos. Os últimos dois confrontos contra Zverev foram vencidos por ele.

No Miami Open, ele acabou perdendo do jovem tcheco de 19 anos Jakub Mensik, número 54 do mundo, que já acumula vitórias contra Rublev, Grigor Dimitrov, Casper Ruud e Jack Draper. Mensik disputaria nesta sexta-feira, 28 de abril, a semifinal do torneio contra Taylor Fritz.

O britânico Draper, de 23 anos, é outro tenista que despontou muito cedo, sofreu lesões precocemente e agora está voltando a obter bons resultados, como a vitória sobre o espanhol Carlos Alcaraz na semifinal de Indian Wells.

O tênis masculino foi dominado nos últimos 15 anos pelo chamado Big Three, com Roger Federer, Novak Djokovic. O tênis feminino não teve uma predominância tão marcante, com alguns nomes alternando-se na conquista dos principais troféus. Hoje, porém, a variedade de favoritas é maior.

Força e velocidade ganham importância

O tênis mudou muito nos último dois anos, segundo especialistas como o ex-jogador Fernando Meligeni, comentarista do podcast New Balls Please. No programa, ele comentou que a força e a rapidez têm ganhado cada vez mais importância nos jogos.

Os golpes têm sido cada vez mais potentes, principalmente o forehand. Jogadores velozes como Carlos Alcaraz também têm diminuído as chamadas zonas vermelhas da quadra, as laterais mais externas. O jogo de pernas está mais veloz e os tenistas têm batido mais de frente para a bola.

Com a condição física sendo cada vez mais exigida, natural que jogadores muito jovens tenham vantagem. João Fonseca, dono hoje talvez da direita mais potente do circuito, sabe da importância de manter o corpo em boas condições. Depois do Miami Open ele decidiu tirar um mês de férias, apenas com treinos mais leves, antes de voltar ao circuito, provavelmente no Madrid Open, já na temporada de saibro. Os fãs aguardam com muita ansiedade a sua volta. Já os primeiros colocados no ranking não devem estar com o mesmo sentimento.

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