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A Omega e a Swatch lançam nova versão do relógio Moonswatch. E em data estratégica

A mais recente colaboração entre as duas marcas começará a ser vendida nas comemorações das expedições espaciais da Nasa – e durante o salão Watches & Wonders

Moonswatch 1965, ao lado do relógio original: homenagem (Swatch/Divulgação)

Moonswatch 1965, ao lado do relógio original: homenagem (Swatch/Divulgação)

Ivan Padilla
Ivan Padilla

Editor de Casual e Especiais

Publicado em 27 de fevereiro de 2025 às 11h59.

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O storytelling é perfeito. Vamos a ele. Nos anos 1960, a Nasa convocou algumas manufaturas a apresentar relógios para uso em expedições espaciais. Três marcas teriam se candidatado. São elas a Omega, a Rolex e a Wittnauer. Os testes foram concluídos no dia primeiro de março de 1965.

Como se sabe, o Speedmaster da Omega foi o relógio escolhido. Para celebrar os 50 anos dos testes, a Omega e Swatch lançam agora uma nova versão do Moonswatch, a versão de entrada da colaboração entre as marcas, um sucesso de vendas no mundo.

Como será o Moonswatch 1965

O Moonswatch 1965 vem com a mesma caixa de biocerâmica de 42 milímetros de diâmetro e 13,25 milímetros de espessura, em cinza. A pulseira em velcro vem na mesma cor. O mostrador é branco, apesar de o modelo original ser preto. Há referências ao modelo vintage, como o logotipo Omega original e os ponteiros.

Os contadores do cronógrafo foram customizados. Para reforçar a homenagem ao ano dos testes, o 19 vem no lugar do 60 e o 65 no lugar do 10. Os contadores usam Luminova para facilitar a leitura em ambientes escuros.

O relógio custará 270 dólares, mesmo preço das demais versões. Não se trata de uma versão limitada. Ou seja, em tese, os consumidores não encontraram problema para comprar sua peça nos cerca de 50 países em que a Swatch está presente, em lojas próprias ou revendedores.

A má notícia é que o relógio não será vendido oficialmente no Brasil, já que a Swatch não está presente aqui. Quem quiser comprar o seu Moonswatch 1965 terá de recorrer a uma loja no exterior ou esperar a peça aparecer nos revendedores de relógios de segunda mão.

O salão Watches & Wonders

O Moonswatch foi anunciado agora, mas só será vendido a partir de 1º de março. A explicação oficial é que esse foi o dia final dos testes do Speedmaster, em 1965. Mas existe aí uma coincidência de datas que certamente vai ajudar na estratégia de lançamento do produto.

Nesse mesmo dia terá início o Watches & Wonders, o maior salão de relojoaria do mundo, que acontece todo ano em Genebra, na Suíça. Este ano devem passar pelo salão de eventos Palexpo cerca de 50 mil participantes, entre executivos de 60 marcas, revendedores e jornalistas.

É nesse salão que as principais novidades do ano são apresentadas. É o momento em que a imprensa especializada pode ver em mãos as peças que estarão em breve nas lojas e os lojistas fazem os pedidos de compras.

As principais relojoarias do mundo estarão presentes. Entre elas as independentes, Rolex e Patek Philippe, marcas do grupo Richemont como Cartier, Montblanc, IWC e Omega, manufaturas do grupo LVMH como TAG Heuer, Zenith e Hublot.

A estratégia de lançamento do Moonswatch

Quem não participa do Watches & Wonders são justamente as marcas do grupo Swatch, entre elas Omega, Longines, Mido, Tissot e Breguet. A empresa não está em seu melhor momento financeiro. Em 2024, apresentou 6,7 bilhões de francos suíços em faturamento, uma queda de 12,2% em relação ao ano anterior.

Lançar esse modelo no mesmo momento em que a indústria toda anuncia as novidades do ano é uma forma de dividir a atenção do mercado em precisar fazer o investimento de participar do salão. Estima-se que cada marca pague entre 3 e 5 milhões de francos suíços para manter seu estande no evento.

Essa foi a estratégia do grupo Swatch quando lançou o primeiro Moonswatch, em março de 2022. O relógio foi apresentado justamente durante o Watches & Wonders. Muitos jornalistas aproveitaram os intervalos para ir à loja da Swatch na Rue du Mont-Blanc e passaram tentar comprar a sua peça.

A oferta limitada foi uma das estratégias de lançamento. As poucas peças esgotavam rapidamente. Quem conseguia comprar usava nos corredores do Palexpo. No final daquele ano, o grupo anunciou que havia vendido 1 milhão de peças, o que fez do Moonswatch o relógio suíço mais vendido do mundo. Pelo histórico, o Moonswatch 1965 tem tudo para ser um novo sucesso do grupo.

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