Brasil

Temer estuda ir ao Congresso para apresentar projetos

O vice-presidente Michel Temer estuda ir ao Congresso e apresentar pessoalmente a deputados e senadores as prioridades do seu governo


	O vice-presidente da República, Michel Temer: na possibilidade de assumir governo, Temer quer apresentar propostas ao Congresso pessoalmente.
 (ASCOM/VPR)

O vice-presidente da República, Michel Temer: na possibilidade de assumir governo, Temer quer apresentar propostas ao Congresso pessoalmente. (ASCOM/VPR)

DR

Da Redação

Publicado em 11 de maio de 2016 às 08h48.

Brasília - O vice-presidente Michel Temer estuda ir ao Congresso e apresentar pessoalmente a deputados e senadores as prioridades do seu governo, caso o afastamento da presidente Dilma Rousseff seja aprovado nesta quarta-feira pelo Senado.

O peemedebista planeja levar aos parlamentares um conjunto de projetos de lei e medidas provisórias que está sendo formulado por sua equipe e pedir ajuda para aprovação das propostas que, segundo Temer, seriam fundamentais para tirar o País da crise econômica.

O ato seria uma forma de demonstrar a importância do Congresso para o êxito de um eventual governo do vice. Aliados dizem que o texto seria semelhante ao de uma mensagem do Poder Executivo na reabertura dos trabalhos do Congresso. A definição sobre a melhor data ainda não está fechada.

Neste ano, Dilma interrompeu a tradição de enviar o ministro-chefe da Casa Civil para ler a mensagem e foi pessoalmente ao Congresso.

Desde 1989, no governo Sarney, foi a primeira vez que um presidente participou da cerimônia em ano que não era o primeiro do mandato. A iniciativa foi sugerida pelo ex-ministro e ex-conselheiro do governo Delfim Netto.

Temer terá menos de 20 dias para promover uma mudança no Orçamento e evitar a paralisação da máquina pública caso assuma o governo nesta quinta, 12. Até o fim do mês, ele terá de baixar decreto para contingenciar os recursos orçamentários se o Congresso não aprovar a alteração da meta fiscal de 2016.

Um problema a ser administrado por um eventual governo Temer é que, em razão de 2016 ser ano de eleição municipal, os parlamentares tradicionalmente abandonam o Congresso no segundo semestre até a votação de outubro. No máximo, ocorrem semanas de esforço concentrado de votação.

O vice tem algumas medidas que considera necessárias para a volta do crescimento, como a convalidação dos incentivos fiscais concedidos pelos Estados às empresas com o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o uso do regime de concessão para a exploração do pré-sal.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:CongressoImpeachmentMDB – Movimento Democrático BrasileiroMichel TemerPolítica no BrasilPolíticosPolíticos brasileiros

Mais de Brasil

Banco Central comunica vazamento de dados de 150 chaves Pix cadastradas na Shopee

Poluição do ar em Brasília cresceu 350 vezes durante incêndio

Bruno Reis tem 63,3% e Geraldo Júnior, 10,7%, em Salvador, aponta pesquisa Futura

Em meio a concessões e de olho em receita, CPTM vai oferecer serviços para empresas