Brasil

Senado segue Câmara e faz recesso informal para parlamentares participarem de negociações eleitorais

Janela partidária, válida apenas para vereadores trocarem de partido, mobiliza tratativas envolvendo deputados e senadores

Senado: a única comissão a funcionar nesta quarta-feira foi a que reúne jurista para a elaboração de uma revisão do código civil. (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Agência Câmara)

Senado: a única comissão a funcionar nesta quarta-feira foi a que reúne jurista para a elaboração de uma revisão do código civil. (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Agência Câmara)

Agência o Globo
Agência o Globo

Agência de notícias

Publicado em 3 de abril de 2024 às 12h30.

O fim da janela partidária, que termina nesta sexta-feira, afastou senadores de Brasília e deixou as atividades legislativas esvaziadas no Senado Federal.

A semana já começou com poucas comissões e projetos relevantes na pauta. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, presidida por Davi Alcolumbre (União-AP), por exemplo, nem teve agenda.

Já outras, como a do Meio Ambiente chegou a ser marcada para esta quarta-feira pela manhã, mas não foi realizada. O colegiado deveria votar, em caráter terminativo, proposta que estabelece diretrizes para o saneamento em áreas rurais e comunidades tradicionais e indígenas.

Revisão do código civil

A única comissão a funcionar nesta quarta-feira foi a que reúne jurista para a elaboração de uma revisão do código civil.

Há sessão para votar projetos no plenário, agendada para a tarde, porém, semipresencial. Ou seja, senadores não precisam estar em Brasília para votar.

Ontem, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidiu uma sessão para dar posse a senadora Janaina Farias (PT-CE), que assumiu a vaga de Augusta Brito (PT-CE), além de aprovar três projetos, relativamente simples.

Outras propostas mais polêmicas, como a PEC das drogas e dos militares, foram adiadas.

Como o GLOBO mostrou, a Câmara fez um "recesso informal" essa semana. O período sem sessões em comissões e plenário foi acordado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e líderes partidários que pediram para que o feriado da Páscoa fosse estendido e permitisse aos parlamentares se dedicarem a negociações eleitorais na última semana de janela partidária, que se encerra no próximo dia 5.

Com isto, matérias que seguiam sem acordo entre a Câmara e o governo só poderão ir a plenário a partir da segunda semana de abril. Outros temas importantes que seguem carentes de análise também precisarão esperar. Entre eles está a análise da prisão do deputado Chiquinho Brazão por suposto envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. A demora para a análise do caso teria tido como pano de fundo um recado ao Supremo, que havia decretado a prisão preventiva do parlamentar, em relação às recentes operações policiais contra parlamentares.

Acompanhe tudo sobre:SenadoRodrigo Pacheco

Mais de Brasil

Gilmar Mendes retira discussão sobre mineração em terras indígenas de conciliação do marco temporal

Governo quer aumentar pena máxima de 4 para 6 anos de prisão a quem recebe ou vende celular roubado

Alexandre de Moraes arquiva investigação contra Bolsonaro sobre fraude em cartão de vacina

PEC da Segurança será enviada ao Congresso nas próximas semanas, diz Sarrubbo