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São Bernardo do Campo confirma 1º caso de febre amarela autóctone

Doença foi diagnosticada em um homem de 35 anos que está internado em uma unidade de terapia intensiva no Hospital de Clínicas, em São Paulo

Aedes: paciente, que não havia se vacinado, também não viajou nos últimos meses - o que indica que a doença é autóctone (Luis Robayo/AFP)

Aedes: paciente, que não havia se vacinado, também não viajou nos últimos meses - o que indica que a doença é autóctone (Luis Robayo/AFP)

AB

Agência Brasil

Publicado em 6 de fevereiro de 2018 às 08h43.

Última atualização em 6 de fevereiro de 2018 às 12h15.

A prefeitura de São Bernardo do Campo (SP) confirmou o primeiro caso de febre amarela autóctone*, de um homem de 35 anos que está internado em uma unidade de terapia intensiva no Hospital de Clínicas, em São Paulo.

O paciente, que não havia se vacinado, também não viajou nos últimos meses – o que indica que a doença é autóctone.

A confirmação foi feita pelo laboratório da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que investiga mais dois casos.

Na semana passada, o município confirmou o caso de um morador de 33 anos, diagnosticado após viagem à cidade de Mairiporã, que decretou estado de emergência devido ao surto de febre amarela.

Foram imunizadas, em São Bernardo do Campo, mais de 160 mil pessoas desde 25 de janeiro, quando a campanha teve início. O resultado representa apenas 24% da meta.

A prefeitura quer vacinar 90% da população e dispõe de 707 mil doses da vacina. A campanha de vacinação ocorre em 102 escolas, das 9h às 16h, e nas 34 unidades básicas de saúde, de segunda a sexta, das 7h às 17h.

O balanço do Ministério da Saúde do último dia 30 mostra que o país teve 213 casos de febre amarela e 81 mortes desde julho do ano passado, todos casos silvestres da doença, quando a transmissão ocorre pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Foram notificados 1.080 casos suspeitos, sendo 432 descartados e 435 que permanecem em investigação.

*Atualização (12:00) — A versão inicial deste texto afirmava que o caso era de febre amarela "urbana". Mas prefeitura de São Bernardo do Campo retificou essa informação, passando a descrever o caso como de febre amarela "autóctone". Atualizamos o texto.

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