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PT pede nulidade da sessão da Câmara que aprovou impeachment

Os parlamentares argumentam que Cunha, afastado do cargo pelo ministro do Supremo Teori Zavascki, não tinha legitimidade para comandar a sessão


	Câmara: "Se Cunha não pode presidir a Câmara, como poderia presidir a sessão do golpe? Agora é fora Cunha e também fora Temer"
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Câmara: "Se Cunha não pode presidir a Câmara, como poderia presidir a sessão do golpe? Agora é fora Cunha e também fora Temer" (Ueslei Marcelino/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 5 de maio de 2016 às 18h15.

Brasília - Os deputados petistas Maria do Rosário (RS) e Paulo Pimenta (RS) anunciaram nesta quinta-feira, 5, que pedirão ao Supremo Tribunal Federal (STF) a nulidade da sessão da Câmara que aprovou a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, agora em tramitação no Senado.

Os parlamentares argumentam que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado do cargo pelo ministro do Supremo Teori Zavascki, não tinha legitimidade para comandar a sessão que aprovou o impeachment.

"Se Cunha não pode presidir a Câmara, como poderia presidir a sessão do golpe? Agora é fora Cunha e também fora (Michel) Temer. A sessão foi comandada por um corrupto afastado dias depois. O Supremo precisa esclarecer essa questão. Que bom que o Supremo afastou Cunha. Que pena que não fez antes", afirmou Maria do Rosário.

"Vamos pedir a nulidade (da sessão que aprovou o impeachment na Câmara). Vamos para cima do Senado e anular esse processo. Todos sabem que Cunha é o grande artífice do golpe e Temer é fantoche de Cunha", afirmou Pimenta.

AGU

Em outra frente, José Eduardo Cardozo, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), confirmou que a defesa da presidente Dilma vai ao Supremo Tribunal Federal pedir a anulação do processo de impeachment com base no desvio de finalidade das ações de Cunha.

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