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Produtor de banda gaúcha diz que comprou fogos

O produtor da banda Gurizada Fandangueira afirmou, porém, não ter participado do show que provocou o incêndio na boate Kiss


	A Boate Kiss: advogados de Mauro Hoffmann, sócio do local, afirmaram que ele só falará em juízo
 (REUTERS/Ricardo Moraes)

A Boate Kiss: advogados de Mauro Hoffmann, sócio do local, afirmaram que ele só falará em juízo (REUTERS/Ricardo Moraes)

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Da Redação

Publicado em 12 de março de 2013 às 21h00.

Porto alegre - O produtor musical do grupo Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão, disse que comprou os fogos, mas não participou do show pirotécnico que provocou o incêndio na boate Kiss, em depoimento prestado à polícia gaúcha nesta terça-feira.

Os delegados que investigam a tragédia que matou 241 pessoas também tentaram ouvir o empresário Mauro Hoffmann, um dos sócios da casa noturna, mas foram informados pela defesa de que ele só falará em juízo.

A polícia quer interrogar na quarta-feira (11)o outro sócio da casa, Elissandro Spohr. O advogado dele, Jáder Marques, quer ter acesso aos depoimentos de outras testemunhas para saber de acusações e informações que considera erradas. Caso não consiga, vai pedir o cancelamento do depoimento.

Depois de cruzar informações das listas de mortos, feridos atendidos em hospitais e pessoas que informaram seus nomes pela internet, a polícia acredita que mais de mil pessoas estiveram na Kiss na noite da tragédia. Como a capacidade da casa era de 691 pessoas, o número confirmaria a superlotação. O advogado de Spohr questionou os números por considerar a internet pouco confiável e também por entender que a lotação conhecida é de um projeto antigo da boate, que teria aumentado sua capacidade posteriormente.

Spohr, Hoffmann, Leão e também o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos estão presos preventivamente na Penitenciária de Santa Maria como principais suspeitos pela tragédia, ocorrida no dia 27 de janeiro. A polícia vai concluir o inquérito nos próximos dias e pode apontar também outras pessoas como responsáveis pelo incêndio, por negligência na emissão de documentos e fiscalização.

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