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"PCC desafia o estado", alerta governador após massacre em Natal

O enfrentamento entre o PCC e o CV causou no fim de semana o terceiro massacre do ano no maior presídio do Rio Grande do Norte

Alcaçuz: "É um momento dramático porque o PCC está desafiando não só o Estado, mas também os sindicatos regionais do crime para comandar o tráfico de drogas" (Josemar Gonçalves/Reuters)

Alcaçuz: "É um momento dramático porque o PCC está desafiando não só o Estado, mas também os sindicatos regionais do crime para comandar o tráfico de drogas" (Josemar Gonçalves/Reuters)

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AFP

Publicado em 17 de janeiro de 2017 às 16h15.

Última atualização em 17 de janeiro de 2017 às 17h41.

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, acusou nesta terça-feira a poderosa facção criminosa PCC de desafiar o Estado após os ajustes de contas que deixaram 26 mortos em Natal e mais de 130 em todo o país desde que o ano começou.

"É um momento dramático porque o PCC está desafiando não só o Estado, mas também os sindicatos regionais do crime para comandar o tráfico de drogas. É uma guerra de facções e destruíram todo o presídio", afirmou Robinson Faria após reunião, nesta terça-feira, com o ministro da Justiça, em Brasília.

Pouco depois, a polícia disparava balas de borracha contra presos amotinados no mesmo presídio de Alcaçuz, região metropolitana de Natal, onde ocorreu o massacre.

O enfrentamento feroz entre o poderoso Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, as duas maiores facções criminosas do país, causou no fim de semana o terceiro massacre do ano no maior presídio do Rio Grande do Norte.

"Foi uma barbárie que nunca vi na minha vida. Fizeram fogueira com cabeças de seres humanos", acrescentou Faria.

Durante um sangrento motim de 14 horas, 26 presos foram brutalmente assassinados, a maioria decapitados, seguindo a sequência de violência iniciada com os massacres de Manaus, onde morreram 56 presos em 1º de janeiro, e de Roraima, que terminou com 33 reclusos mortos quatro dias depois.

Segundo dados oficiais divulgados pela imprensa, desde o começo do ano houve 134 detentos assassinados em todo o país.

"Seis presos já foram tirados da prisão, depois que o PCC ameaçou incendiar a capital do estado [Natal]. Outros quatro estão identificados em outras unidades. Um deles é o chefe de todo o nordeste", informou o governador.

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