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Para Siqueira, Marina não simboliza legado de Campos

Segundo relatos de integrantes da Rede, ele entendeu que Marina estava tentando afastá-lo do posto e colocar na direção da campanha pessoas de sua confiança


	Marina Silva: Siqueira disse que ela estava tentando "mandar" no partido
 (Valter Campanato/Agência Brasil)

Marina Silva: Siqueira disse que ela estava tentando "mandar" no partido (Valter Campanato/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 21 de agosto de 2014 às 15h59.

Brasília - Pivô da primeira crise na aliança PSB-Rede Sustentabilidade após a confirmação de Marina Silva como candidata a presidente, o secretário-geral pessebista, Carlos Siqueira, disparou fortes críticas contra a ex-ministra e disse que ela "está longe de representar o legado de Eduardo Campos".

Coordenador-geral da campanha de Campos, morto em um acidente aéreo, na semana passada, na cidade de Santos, litoral paulista, Siqueira anunciou, na quarta-feira, 20, a correligionários que estava deixando o posto.

De acordo com relatos de integrantes da Rede, ele entendeu que Marina Silva, confirmada ontem cabeça de chapa pela executiva nacional do PSB, estava tentando afastá-lo do posto e colocar na direção da campanha pessoas de sua confiança.

"Não continuarei na campanha. Meu compromisso era com o Eduardo Campos", declarou Siqueira ao deixar a sede nacional do PSB, em Brasília.

Ele não poupou Marina e disse que ela estava tentando "mandar" no partido, que a recebeu depois que o Rede Sustentabilidade teve seu pedido de registro negado pela Justiça.

"Quando se está em uma instituição como hospedeira ela não pode mandar nessa instituição. Marina que vá mandar na Rede dela", emendou.

Perguntado de que forma Marina estaria atuando para assumir o comando da legenda, Siqueira citou as trocas na cúpula da campanha.

"Ela nomeou o presidente do comitê financeiro da campanha, uma responsabilidade do partido", disse, referindo-se à indicação de Bazileu Margarido, um dos mais próximos aliados da ex-ministra, para o posto responsável pelas contas da candidatura.

"Ela não perguntou ao partido e não agiu de acordo com um partido que está oferecendo a ela as condições que nós oferecemos", concluiu.

Por último, Siqueira disse que a viúva de Campos, Renata, uma das avalizadoras da ascensão de Marina à candidatura presidencial, "não deve estar sabendo o que está se passando no partido".

"Se souber, ela é uma mulher que entenderá que não poderemos oferecer uma candidatura a alguém (Marina) que age dessa maneira".

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