Brasil

OCDE recomenda ao Brasil estabelecer idade de aposentadoria

A organização recomendou ainda corte as despesas em previdência e em contribuições sociais aos trabalhadores de baixa renda


	Aposentados: a OCDE considera fundamental a introdução de um sistema tributário menos fragmentado e oneroso, especialmente para o trabalhador
 (Caio Meirelles/Creative Commons)

Aposentados: a OCDE considera fundamental a introdução de um sistema tributário menos fragmentado e oneroso, especialmente para o trabalhador (Caio Meirelles/Creative Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 15 de fevereiro de 2013 às 10h19.

Moscou - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) recomenda ao Brasil em seu relatório anual que introduza uma idade mínima de aposentadoria e corte as despesas em previdência e em contribuições sociais aos trabalhadores de baixa renda.

No relatório, apresentado nesta quinta-feira em Moscou e intitulado "Reformas de Política Econômica. A Aposta no Crescimento", a OCDE convoca o Brasil a reformar os programas de subsídios sociais a fim de aumentar a participação dos cidadãos na economia formal.

A OCDE destaca que a reforma do sistema de previdência de março de 2012 condicionou a concessão de prestações ao desemprego à participação em cursos de reciclagem profissional.

Para aumentar a tradicional baixa produtividade laboral, seria prioritário que o Brasil aumente a qualificação de sua mão de obra através da melhoria do salário dos professores e dos programas de aperfeiçoamento.

Além disso, o relatório aconselha a introdução de incentivos por rendimento educativo e programas de formação profissional para reduzir a escassez de trabalhadores qualificados.

Quanto a isso, o documento destaca que o governo Dilma iniciou em 2011 um programa de dez anos para financiar a educação básica e profissional, e reduzir a evasão escolar.


Também considera fundamental a introdução de um sistema tributário menos fragmentado e oneroso, especialmente para o trabalhador.

Segundo o texto, o Brasil deve aumentar notavelmente o papel e os investimentos do setor privado na gestão e construção de infraestrutura, enquanto reduz o gasto público neste âmbito.

A OCDE adverte que os mercados financeiros brasileiros estão subdesenvolvidos, o que também prejudica a produtividade, por isso faz um apelo para reduzir os créditos obrigatórios a setores habitualmente subsidiados como a agricultura e a habitação.

Para isso, o órgão recomenda permitir aos bancos privados que concorram em condições de igualdade com as entidades públicas no setor do crédito a longo prazo, o que deveria ser acompanhado por uma diminuição das despesas de intermediação.

Como aspectos positivos, o relatório destaca que as desigualdades sociais diminuíram desde 1995 graças a um maior acesso à educação, mas continuam altas em comparação a outros países, como o Chile.

Em relação aos outros países da OCDE, o Brasil reduziu a disparidade em Produto Interno Bruto per capita, mas os baixos níveis de produtividade e a informalidade do mercado de trabalho continuam sendo uma grande desvantagem para o crescimento econômico.

Acompanhe tudo sobre:AposentadoriaImpostosLeãoOCDEreformas

Mais de Brasil

Gilmar Mendes retira discussão sobre mineração em terras indígenas de conciliação do marco temporal

Governo quer aumentar pena máxima de 4 para 6 anos de prisão a quem recebe ou vende celular roubado

Alexandre de Moraes arquiva investigação contra Bolsonaro sobre fraude em cartão de vacina

PEC da Segurança será enviada ao Congresso nas próximas semanas, diz Sarrubbo