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Não tivemos e não teremos racionamento de energia, diz Lobão

"Especialistas externos previam um racionamento em 2014, mas tive a coragem de seguir os nossos especialistas e deu certo, disse o ministro


	O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão: "Elas (as empresas) reclamam, mas estão dentro do setor", afirmou
 (Elza Fiúza/ABr)

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão: "Elas (as empresas) reclamam, mas estão dentro do setor", afirmou (Elza Fiúza/ABr)

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Da Redação

Publicado em 23 de dezembro de 2014 às 13h16.

Brasília - Após anunciar que deixará o Ministério de Minas e Energia no último dia deste ano, Edison Lobão garantiu que o País não terá racionamento de energia em 2015. "Especialistas externos previam um racionamento em 2014, mas tive a coragem de seguir os nossos especialistas e deu certo. Não tivemos racionamento e nem racionalização de eletricidade."

Durante café da manhã com jornalistas, o ministro fez um balanço destacando que o País tinha o plano de aumentar o parque de geração em 6 mil megawatts em 2014 e executou mais do que isso, chegando a uma capacidade adicional de 7 mil megawatts.

Da mesma forma, o plano de expansão na transmissão previa 7 mil quilômetros em novas linhas e foram construídos 8 mil quilômetros. "A crise energética de 2001 e 2002 se deu por falta de energia, mas, sobretudo, por falta de transmissão. Na época, faltaram 2% de energia, e o racionamento foi de 20% porque não havia interligação entre os sistemas", disse.

Questionado se o setor elétrico continuará precisando de ajuda financeira do governo para honrar seus compromissos, o ministro admitiu que é natural que a tendência para o próximo ano seja de que os consumidores arquem com o alto custo da eletricidade, em vez do Tesouro Nacional.

Segundo ele, se as distribuidoras de energia solicitarem um revisão extraordinária, o governo irá examiná-la. Lobão, no entanto, não deu qualquer sinalização de que essa medida possa ser adotada.

O ministro alfinetou ainda os empresários do setor elétrico que reclamam da falta de diálogo com o governo e das condições para se trabalhar e investir na área, além de se referir às companhias que não aderiram ao pacote de renovação das concessões.

"As reclamações de empresários são naturais em um regime de liberdade total como o nosso. Elas (as empresas) reclamam, mas estão dentro do setor. O governo é solidário e o BNDES financia tudo", afirmou. "E quem não aderiu ao pacote em 2012 agora vai perder as geradoras. Foi bom ou ruim para eles?", questionou.

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