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Mulheres vítimas de violência terão psicoterapia permanente no Rio

Núcleo de Atendimento Chiquinha Gonzaga já funciona na Praça XI

De acordo com o prefeito Eduardo Paes, este é o primeiro serviço público municipal do tipo no país (Carol Yepes/Getty Images)

De acordo com o prefeito Eduardo Paes, este é o primeiro serviço público municipal do tipo no país (Carol Yepes/Getty Images)

AB

Agência Brasil

Publicado em 1 de novembro de 2022 às 17h43.

Última atualização em 1 de novembro de 2022 às 18h22.

Com capacidade para atender até 100 mulheres por mês, foi inaugurado hoje, 1º, o Núcleo Especializado de Atendimento Psicoterapêutico (Neap) Chiquinha Gonzaga, que vai funcionar dentro do Centro de Artes Calouste Gulbenkian, na Praça XI, centro do Rio de Janeiro.

De acordo com o prefeito Eduardo Paes, este é o primeiro serviço público municipal do tipo no país. Ele destaca que, atualmente, a rede de proteção às mulheres vítimas de violência oferece atendimento psicológico pontual. Agora, o tratamento clínico será continuado.

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“O importante aqui é que saímos daquela situação em que a mulher recebe atendimento psicológico só em uma situação de emergência, quando ela é vítima. A ideia aqui é ter um acompanhamento clínico, que dure o tempo que durar, mas que a mulher possa sair daqui com suas condições restabelecidas”, disse Paes.

Segundo a secretária de Políticas e Promoção da Mulher, Joyce Trindade, as mulheres que serão atendidas inicialmente já foram contactadas pelas equipes de acolhimento, que terão seis psicólogas capacitadas para lidar com violência de gênero no Neap, que já começou a funcionar hoje.

Ela informou que já existe um banco de mulheres organizado pelos centros especializados, que tinham falado sobre a necessidade desse tipo de atendimento. Só em desses centros, que fica no centro da cidade, são atendidas de 350 a 400 mulheres por mês, com um “fluxo de demandas contínuas”.

Encaminhamento

Para ser atendida no Neap, a mulher em situação de violência precisa morar na cidade do Rio de Janeiro, integrar a Rede de Enfrentamento à Violência, ter mais de 18 anos, ou 16, se estiver grávida.

A secretária Joyce Trindade destacou que a rede de atendimento às vítimas da violência de gênero passou de quatro para 18 em dois anos de gestão. “A gente discute a violência de gênero, que são todos os tipos de violência, seja doméstica, familiar ou política. A violência psicológica é invisível, muitas mulheres demoram 15, 20 anos para reconhecer e entender que estão naquela situação.”

Joyce informou que ainda neste ano será aberto um Neap em Santa Cruz, na zona oeste do Rio, e no próximo ano vai funcionar um na zona norte.

Segundo a secretária, depois de atendida no centro especializado, a mulher é encaminhada para o Neap e também para os programas que ajudam na obtenção de autonomia econômica, um passo importante para a vítima sair da dependência financeira e do ciclo de violência.

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