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MST denuncia prisão de Lula como "outro capítulo do golpe"

Segundo o líder do MST, Lula "é uma vítima de um processo político" e sofre "uma perseguição que só pretende impedir que seja candidato"

Lula: ex-presidente foi intimado pelo juiz Sérgio Moro a apresentar-se antes das 17h desta sexta-feira na Polícia Federal de Curitiba (Diego Vara/Reuters)

Lula: ex-presidente foi intimado pelo juiz Sérgio Moro a apresentar-se antes das 17h desta sexta-feira na Polícia Federal de Curitiba (Diego Vara/Reuters)

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EFE

Publicado em 5 de abril de 2018 às 21h09.

Brasília - O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Joao Pedro Stédile, classificou a ordem de prisão ditada nesta quinta-feira contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "outro capítulo do golpe", em alusão à cassação de Dilma Rousseff em 2016.

"Lula é a simbologia, a sínteses das lutas da classe trabalhadora e sua prisão é outro capítulo do golpe" que, em sua opinião, começou com a destituição de Dilma e a chegado ao poder de Michel Temer, declarou Stédile.

Segundo o líder do MST, Lula "é uma vítima de um processo político" e sofre "uma perseguição que só pretende impedir que seja candidato" nas eleições presidenciais de outubro, para as quais lidera todas as pesquisas.

Lula foi intimado pelo juiz Sérgio Moro a apresentar-se antes das 17h desta sexta-feira na Polícia Federal de Curitiba para começar a cumprir a pena.

Essa decisão foi anunciada depois de o Supremo Tribunal Federal negar ao ex-presidente um habeas corpus com o qual pretendia evitar sua prisão antes de esgotar todas as apelações em instâncias superiores.

Segundo Stédile, a detenção de Lula será "um golpe duro" para os movimentos sociais e a esquerda, mas garantiu que a "força do povo" permitirá "superar" este momento.

"Isto é apenas um jogo de um novo campeonato e que será disputado do ponto de vista político e jurídico", indicou.

O coordenador do MST também assegurou que "a esquerda não está derrotada" e convocou os movimentos sociais a tomar as ruas para "mostrar sua indignação" pela prisão de Lula e para "deixar claro que vão lutar até libertá-lo".

"A única maneira de libertar Lula é a mobilização, é o povo na rua ", declarou Stédile em uma transmissão pela internet feita da sede do Sindicato de Metalúrgicos da cidade de São Bernardo, onde Lula está reunido nesse momento com aliados e simpatizantes.

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