Brasil

Marco Aurélio vota contra bloqueio de R$ 7,3 milhões de Aécio e irmã

Pedido foi feito pela PGR no ano passado, no âmbito do inquérito em que senador e Andrea foram acusados de receber R$ 2 mi do empresário Joesley Batista

Aécio Neves: defesas do parlamentar e de Andrea Neves sustentaram que a medida é desnecessária e ilegal (Ueslei Marcelino/Reuters/Reuters)

Aécio Neves: defesas do parlamentar e de Andrea Neves sustentaram que a medida é desnecessária e ilegal (Ueslei Marcelino/Reuters/Reuters)

AB

Agência Brasil

Publicado em 22 de maio de 2018 às 18h55.

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou hoje (22) por negar o bloqueio de R$ R$ 7,372 milhões do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e de sua irmã, Andréa Neves, solicitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O voto foi proferido durante análise do pedido pela Primeira Turma da Corte.

O pedido foi feito ainda no ano passado, no âmbito do inquérito em que Aécio e Andrea foram acusados de receber R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista, em troca da atuação política do senador. Desde então, os dois tiveram denúncia aceita e se tornaram réus no caso.

Marco Aurélio já havia negado o bloqueio, mas em dezembro a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu da decisão monocrática (individual), argumentando que o bloqueio seria essencial, a título de reparação, pois dos autos se poderia extrair "a certeza da materialidade do crime de corrupção passiva e indícios robustos de sua autoria por parte de Aécio e Andrea Neves".

Nesta terça, Marco Aurélio manteve decisão que já havia proferido em dezembro, afirmando que a medida não seria necessária, pois caso comprovados os crimes e a condenação, não haveria risco de o dinheiro não ser devolvido. "O quadro não se altera, inexiste notícia de que Andrea ou Aécio tenham praticado atos com objetivo de dilapidar patrimônio".

O julgamento, realizado na Primeira Turma, foi interrompido por pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso. Também estavam presentes os ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de Moraes. Não há prazo para que o caso volte a ser discutido.

As defesas de Aécio e Andrea Neves sustentaram que a medida é desnecessária e ilegal, entre outras razões porque o valor estipulado para o bloqueio teria sido arbitrário, baseado em suposições sobre crimes não comprovados e sem fundamentação em perícias.

"Há de existir algum indício que autorize a crença de que a pessoa, o acusado, está dissipando bens", disse o advogado Alberto Toron, que representa Aécio. "O pedido feito pela PGR não aponta um único ato na linha da dissipação de bens", afirmou.

No pedido de bloqueio, Dodge pediu o sequestro de R$ 4 milhões de Aécio e Andrea, em conjunto, a título de reparação do dano moral coletivo que teria sido causado pelos acusados, e mais R$ 1,686 milhões em multa, a ser paga por cada um, separadamente.

 

 

Acompanhe tudo sobre:aecio-nevesPGR - Procuradoria-Geral da RepúblicaPSDBSupremo Tribunal Federal (STF)

Mais de Brasil

Após ordem de Moraes, Anatel informa que operadoras bloquearam acesso ao Rumble no Brasil

Justiça Eleitoral condena Marçal por abuso de poder e o declara inelegível

Alexandre de Moraes determina suspensão do Rumble no Brasil

ViaMobilidade investirá R$ 1 bilhão nas linhas 8 e 9 para reduzir intervalos e reformar estações