Brasil

Juiz nega prioridade ao estudo que avalia trabalho de Dirceu

De acordo com o contrato de trabalho assinado pelo ex-ministro, ele deve receber salário de R$ 20 mil


	José Dirceu: ex-ministro está preso na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal
 (Roberto Barroso/Agência Brasil)

José Dirceu: ex-ministro está preso na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal (Roberto Barroso/Agência Brasil)

DR

Da Redação

Publicado em 4 de dezembro de 2013 às 16h31.

Brasília – O juiz Vinícius Santos Silva, da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal, negou pedido de tramitação prioritária do estudo para avaliar a proposta de emprego apresentada pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Dirceu foi contratado para trabalhar como gerente administrativo do Hotel Saint Peter, em Brasília.

De acordo com o contrato de trabalho assinado pelo ex-ministro, ele deve receber salário de R$ 20 mil. Dirceu está preso na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal.

O ex-ministro foi condenado a sete anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto. De acordo com a Lei de Execução Penal, os condenados em regime semiaberto podem trabalhar dentro do presídio, em oficinas de marcenaria e serigrafia, por exemplo, ou externamente, em uma empresa que contrate detentos.

O pedido de tramitação prioritária foi feita pela defesa de Dirceu, na semana passada, por ele ter mais de 60 anos. Segundo o juiz, a VEP analisa com rapidez todas as propostas de trabalho para garantir que os condenados não percam as oportunidades de emprego.

“Cumpre observar, ainda, que o sentenciado que apresenta proposta de emprego encontra-se já em situação de vantagem sobre os demais, vez que a maioria da massa carcerária aguarda oportunidade de trabalho externo por meio de convênio firmados pela Funap [Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso]. Nesses casos, a implementação demora meses, considerando que o número de postos de trabalho oferecidos é sabidamente inferior ao número de internos que aguardam a oportunidade do referido benefício externo”, disse o magistrado.

Segundo o contrato de trabalho assinado pelo ex-ministro, se o pedido for aceito, ele deverá cumprir horário de trabalho das 8h às 17h e terá uma hora de almoço. Na ficha de solicitação de emprego, Dirceu disse que se candidatou ao emprego “por necessidade e por apreciar hotelaria e a área administrativa”.

Acompanhe tudo sobre:MensalãoPolítica no BrasilSupremo Tribunal Federal (STF)

Mais de Brasil

Zanin responde pedido de impedimento de Bolsonaro e nega atuação pessoal que possa afetar julgamento

'Estou precisando de mais agressividade na política do governo', diz Lula sobre saída de Nísia

Governo adia posse de Padilha como ministro da Saúde e cerimônia será após o Carnaval