Brasil

Dilma tratou pessoalmente de caixa 2, diz Mônica Moura

Casal diz que cobrou R$ 105 milhões por seus serviços na campanha daquele ano, dos quais apenas R$ 70 milhões foram declarados

Dilma Rousseff: segundo Mônica Moura, a ex-presidente saberia do esquema de caixa 2 em sua campanha à reeleição (./Reprodução)

Dilma Rousseff: segundo Mônica Moura, a ex-presidente saberia do esquema de caixa 2 em sua campanha à reeleição (./Reprodução)

R

Reuters

Publicado em 24 de abril de 2017 às 20h14.

Última atualização em 24 de abril de 2017 às 20h38.

São Paulo – Em depoimento à Justiça Eleitoral, os marqueteiros João Santana e Mônica Moura, responsáveis pelas campanhas dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, asseguraram nesta segunda-feira (24) que a ex-presidente sabia do esquema de caixa dois em sua campanha à reeleição, em 2014.

Segundo Mônica, que fechou acordo de delação premiada junto ao marido, Dilma teria tratado com ela pessoalmente do esquema ilegal de arrecadação em uma reunião no Palácio do Planalto em 2014, revelou a Veja.

Já de acordo com Santana, a ex-presidente cassada teria dito que, diferentemente da campanha de 2010, ela cuidaria pessoalmente da prática na campanha de 2014.

O casal ainda diz que cobrou R$ 105 milhões por seus serviços na campanha daquele ano, dos quais R$ 70 milhões foram declarados e R$ 35 milhões eram provenientes de caixa dois.

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, os delatores relataram que, embora a expressão “caixa dois” não tenha sido utilizada, estava claro que o assunto tratado eram pagamentos não contabilizados da campanha daquele ano.

Acompanhe tudo sobre:CorrupçãoDelação premiadaDilma RousseffEleições 2014João SantanaTSE

Mais de Brasil

Vai esfriar em São Paulo? Veja previsão do tempo para esta sexta e fim de semana

Tarcísio anuncia 'superpacote' de melhorias ao sistema rodoviário, com conclusão do Rodoanel em 2026

Felipe Neto anuncia pré-candidatura à presidência do Brasil; veja vídeo

Anatel adia decisão sobre expansão da Starlink no Brasil: empresa quer operar mais 7,5 mil satélites