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Desaprovação de Lula recua 4 pontos e fica em 53%, diz pesquisa Genial/Quaest

Pesquisa mostra que a desaprovação de Lula recuou para 53%, enquanto a aprovação subiu para 43%, apesar dos desafios econômicos

Lula: aprovação de 43%, desaprovação de 53%  (Evaristo Sá/AFP)

Lula: aprovação de 43%, desaprovação de 53% (Evaristo Sá/AFP)

Publicado em 16 de julho de 2025 às 07h01.

Última atualização em 16 de julho de 2025 às 07h44.

A desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma leve melhora, segundo os dados da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 16. O índice de reprovação caiu para 53%, recuando quatro pontos em relação à última pesquisa, quando o número estava em 57%. Já a aprovação do governo foi de 40% para 43%, um aumento de três pontos percentuais.

Este é o quarto mês consecutivo que a desaprovação ultrapassa a aprovação. A diferença entre a avaliação positiva e negativa é de 10 pontos percentuais.

Entre os fatores que influenciaram essa mudança na percepção, destaca-se a melhora nas expectativas econômicas, com um pequeno aumento na confiança dos brasileiros em relação à economia.

A pesquisa mostra que a percepção negativa sobre a economia diminuiu: em maio, 48% dos brasileiros acreditavam que a situação econômica havia piorado, e esse número caiu para 46% em julho.

No entanto, as expectativas para os próximos 12 meses seguem pessimistas. 43% dos brasileiros acreditam que a situação econômica do país deve piorar, uma alta de 13 pontos percentuais em relação a maio, enquanto 35% afirmam que a economia deve melhorar — queda de 10 pontos percentuais em relação a março.

A percepção sobre a alta do custo de vida também registrou uma queda, embora os índices ainda se mantenham elevados. A alta nos preços dos alimentos foi apontada por 79% dos entrevistados, uma redução em relação aos 88% de março.

O efeito do 'tarifaço'

A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% em cima de todos os produtos do Brasil não agrada os brasileiros. Segundo a pesquisa, 63% consideram que a atitude de Trump foi incorreta, e apenas 25% afirmam que foi correta.

A percepção sobre a alegação de Trump de que Jair Bolsonaro está sofrendo uma "caça às bruxas" no país também não é boa. Para 72%, o americano está errado ao afirmar que o ex-presidente está sendo perseguido, enquanto 19% acreditam que Trump está certo.

Para 26% dos brasileiros, o principal motivo para as tarifas foram as falas de Lula durante a reunião dos Brics. Outros 22% apontam as ações do Supremo Tribunal Federal (STF) como principal motivação. Também foi citada a influência de Eduardo Bolsonaro nos EUA, mencionada por 17% dos entrevistados, como motor para o 'tarifaço'.

A visão dos brasileiros sobre as respostas de Lula em relação às tarifas é positiva: 53% acreditam que o presidente está certo em reagir com reciprocidade, enquanto 39% afirmam que a decisão foi errada.

Crise do INSS impacta imagem do governo

A crise do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também impactou negativamente a imagem do governo, segundo a pesquisa. Apesar dos esforços do governo para devolver os valores aos beneficiários afetados, o episódio gerou um desgaste significativo, afetando a avaliação pública.

O mercado de trabalho também continua sendo uma preocupação significativa para os brasileiros. Cerca de 55% dos entrevistados afirmam que está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano.

Aprovação continua em alta no Nordeste

De acordo com a pesquisa, a maior aprovação do governo se encontra no Nordeste, onde o índice de aprovação é de 53%, superando a desaprovação, que é de 44%.

Já no Sudeste, a desaprovação é mais acentuada, alcançando 56%, com apenas 40% de aprovação. A situação no Sul também é desfavorável, com 61% de desaprovação e apenas 35% de aprovação. No Centro-Oeste/Norte, a aprovação é um pouco maior, com 40% de aprovação e 55% de desaprovação.

A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de maio e 1 de junho de 2025, com 2.004 entrevistados em todo o Brasil, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.

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