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Cidade de SP pode liberar uso de máscara na segunda quinzena de outubro

Até o dia 15 de outubro, 90% da população da cidade deve estar com o esquema de vacinação 100% completo, e a medida poderia ser flexibilizada

Rua 25 de março, no centro de São Paulo. (Jonne Roriz/Bloomberg/Getty Images)

Rua 25 de março, no centro de São Paulo. (Jonne Roriz/Bloomberg/Getty Images)

GG

Gilson Garrett Jr

Publicado em 5 de outubro de 2021 às 12h45.

A prefeitura de São Paulo realiza um estudo para decidir se libera o uso obrigatório de máscara em locais públicos. Segundo o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, até o dia 15 de outubro, 90% da população da cidade deve estar com o esquema de vacinação 100% completo, e a medida poderia ser flexibilizada.

"O prefeito Ricardo Nunes pediu para fazer uma avaliação em função dos dados. O uso da mascara foi absolutamente decisivo para o controle da pandemia, e a adesão da população foi muito grande. O uso da máscara, mesmo com o avanço da vacinação, é muito importante. A cidade está próxima de chegar a zero óbito por dia e isso tudo será analisado para a eventualidade para não se utilizar a máscara", disse ele em entrevista coletiva nesta terça-feira, 5.

O governador de São Paulo, João Doria, já disse que a máscara continuará obrigatória no estado até o dia 31 de dezembro, mas municípios têm autonomia para decidir sobre estas regras, como já julgou o Supremo Tribunal Federal (STF), no início da pandemia.

De acordo com dados da prefeitura atualizados na segunda-feira, 4, a cidade tem 7,2 milhões de pessoas com o esquema de vacinação completo (duas doses ou dose única), o que equivale a 81% de quem tem mais de 18 anos. Além disso, mais de 10,3 milhões com pelo menos a primeira dose, o que dá toda a população adulta da cidade. Outras 200 mil pessoas já receberam a dose adicional.

Carnaval para 15 milhões de pessoas

Também nesta terça-feira, a prefeitura de São Paulo apresentou os preparativos para a realização do carnaval de rua em 2022. A previsão é ter mais de 500 blocos e uma movimentação de 15 milhões de pessoas. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, a realização ainda depende da avaliação da secretaria e da Vigilância Sanitária.

"A fotografia da pandemia ela precisa ser analisa no momento em que esses fatos deverão ocorrer. Nós estamos hoje em uma média diária de casos de 562. Já foi 6.964 em março. Toda a estratégia sanitária precisamos avaliar na hora. O que precisamos fazer agora é planejar", disse Edson Aparecido.

Segundo o secretário municipal de Subprefeituras, Alexandre Modonezi, o carnaval em São Paulo cresceu muito nos últimos anos, passando de 3,5 milhões de pessoas em 2017, para 15 milhões em 2020. Além disso, 80% do público está concentrado em 10% dos blocos.

"A prefeitura precisa se preparar melhor. Em 2020 foram 570 blocos em 8 dias. A região central recebeu de 240 blocos. Nós mantivemos as mesmas áreas dos anos anteriores e fazer um levantamento de densidade do público para cada trajeto", explicou Modonezi, em entrevista coletiva.

A inscrição dos blocos vai começar a partir do dia 15 de outubro, e a lista dos aprovados sairá no dia 28 de novembro.

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