Brasil

FT: Brasil passa Argentina e deslumbra nas finanças globais

O jornal inglês afirma que o Brasil passou os argentinos, que tinham um certo glamour no século anterior, e agora deslumbra nas finanças globais

Lula e Cristina Kirchner: argentinos perderam o glamour do século passado (.)

Lula e Cristina Kirchner: argentinos perderam o glamour do século passado (.)

Diogo Max

Diogo Max

Publicado em 28 de setembro de 2010 às 13h26.

São Paulo - O jornal Financial Times trouxe nesta terça-feira um editorial falando sobre o novo papel do Brasil na economia mundial. Para os ingleses, o Brasil passou os argentinos, que tinham um certo glamour no século anterior, e agora "deslumbra nas finanças globais".

"A expressão comme un Argentin riche era popular em Paris, um século atrás, quando a Argentina foi um dos dez mais ricos do mundo. Hoje, a frase poderia ser reformulada para 'rico como um brasileiro', junto com a oferta de ações da Petrobras - a maior do mundo", diz o texto.

Para o Financial Times, a oferta de ações da Petrobras não é apenas um grande negócio, mas uma prova do crescimento da presença do Brasil no mundo.

"Empresas gigantes, como a Odebrecht, têm sido ativas no exterior, mas principalmente na América Latina. Globalmente, o imperialismo lusófono corporativo é mais conhecido por nomes como Vale e JBS, o maior grupo do mundo de produção de carne", diz o editorial, que lembra também o papel dos bancos brasileiros, como o Itaú-Unibanco, "conhecidos negociadores e emissores globais de ativos de capital e dívida".

O texto também mostra que a globalização das finanças brasileiras pode ser sentida em Nova York e Londres, grandes centros financeiros no mundo. "Como os fundos de hedge ameaçam fugir de Londres para climas menos tributados, a cidade não precisa entrar em pânico. Os brasileiros estão vindo em seu lugar", conclui o Financial Times.

Leia mais notícias sobre crescimento

Siga as últimas notícias de Economia no Twitter 

Acompanhe tudo sobre:América LatinaCrescimento econômicoDados de BrasilDesenvolvimento econômicoEmpresasFinancial TimesJornais

Mais de Brasil

Gilmar Mendes retira discussão sobre mineração em terras indígenas de conciliação do marco temporal

Governo quer aumentar pena máxima de 4 para 6 anos de prisão a quem recebe ou vende celular roubado

Alexandre de Moraes arquiva investigação contra Bolsonaro sobre fraude em cartão de vacina

PEC da Segurança será enviada ao Congresso nas próximas semanas, diz Sarrubbo