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Ministério apreende 10.800 litros de azeite fraudado em Osasco (SP)

A apreensão pretende assegurar que os produtos no mercado estejam em conformidade, de acordo com a Lei do Autocontrole.

Mapa apreende 10.800 litros de azeite fraudado em Osasco (SP) (Ministério da Agricultura/Divulgação)

Mapa apreende 10.800 litros de azeite fraudado em Osasco (SP) (Ministério da Agricultura/Divulgação)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 24 de fevereiro de 2025 às 19h36.

Última atualização em 24 de fevereiro de 2025 às 19h49.

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), apreendeu 10.800 litros de um suposto "azeite de oliva extravirgem" em um centro de distribuição de supermercados em Osasco, na Grande São Paulo.

A operação foi desencadeada após uma denúncia feita à Ouvidoria do Mapa e revelou que o produto da marca Azapa (lote 2024) continha uma mistura de óleos vegetais, tornando-o impróprio para consumo.

Auditores fiscais agropecuários identificaram que a responsabilidade recai sobre o importador, sediado em Osasco, que distribui o produto em supermercados de São Paulo e Rio Grande do Sul. O azeite foi coletado e analisado, confirmando a fraude.

“Esse produto foi caracterizado como fraudulento por conter outros óleos vegetais misturados”, explicou Hugo Caruso, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal. Ele destacou que a ação evitou riscos à saúde pública e prejuízos aos consumidores, além de ressaltar a importância da colaboração entre as equipes do Ministério nos dois estados para a rapidez da operação.

A empresa importadora terá a oportunidade de se defender. Se a fraude for confirmada, poderá sofrer penalidades legais, incluindo multas e até interdição.

Produtos adulterados devem ser destinados à produção industrial, como biodiesel, ou descartados sob supervisão ambiental.

Consumidores podem relatar irregularidades em produtos vegetais na plataforma Fala BR, ajudando a direcionar novas fiscalizações.

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