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China diz que apoia diálogo direto entre Rússia e Ucrânia para acabar com a guerra

Trump afirmou que negociações por trégua começarão "imediatamente" após conversa com Putin

Negociações Rússia-Ucrânia: China declara apoio a diálogo direto após anúncio de Trump sobre início das tratativas por trégua (NHAC NGUYEN / POOL / AFP/AFP)

Negociações Rússia-Ucrânia: China declara apoio a diálogo direto após anúncio de Trump sobre início das tratativas por trégua (NHAC NGUYEN / POOL / AFP/AFP)

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Agência de notícias

Publicado em 20 de maio de 2025 às 07h09.

Última atualização em 20 de maio de 2025 às 07h09.

A China afirmou nesta terça-feira (20) que apoia um diálogo direto entre Rússia e Ucrânia, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que ambos começarão "imediatamente" as negociações para uma trégua, após uma conversa telefônica com seu homólogo russo.

"A China apoia todos os esforços que buscam alcançar a paz", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning.

Trump prometeu durante a campanha eleitoral que acabaria em 24 horas com o conflito, iniciado em fevereiro de 2022, mas seus esforços, quatro meses após assumir o poder, ainda não apresentaram resultados.

Putin classifica conversa com Trump como "instrução útil"

O presidente russo, Vladimir Putin, qualificou a conversa com Trump na segunda-feira como "útil, muito instrutiva e muito franca".

Putin, no entanto, prosseguiu com um tom reservado e disse que estava disposto a trabalhar com a parte ucraniana em um memorando sobre um eventual acordo de paz futuro. Também insistiu na necessidade de compromissos das duas partes.

Pequim mantém postura de neutralidade oficial

A China, aliada da Rússia, declarou nesta terça-feira que apoia "o diálogo e as negociações diretas entre a Rússia e a Ucrânia e defende a resolução política da crise".

Pequim espera "que as partes envolvidas continuem o diálogo e a negociação para alcançar um acordo de paz justo, duradouro e vinculante, aceitável para todas as partes", insistiu Mao Ning.

Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, Pequim se apresentou como uma parte neutra no conflito, mas as potências ocidentais a acusam de favorecer a Rússia nas áreas econômica e diplomática.

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