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Lei de Reciprocidade de Lula, PCE nos EUA, Orçamento 2026: o que move os mercados

Os investidores acompanham os desdobramentos da decisão do governo Lula de abrir processo para aplicar a Lei de Reciprocidade contra o tarifaço dos EUA

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 07h56.

Os mercados abrem esta sexta-feira, 29, com foco em dois grandes eventos: os dados de inflação nos Estados Unidos e os desdobramentos da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de acionar a Lei da Reciprocidade Econômica contra o tarifaço de Donald Trump.

Na véspera, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos confirmou que a inflação do segundo trimestre recuou de 3,7% para 2% na taxa anualizada, enquanto o PIB cresceu 3,3%. O resultado reforçou as apostas de corte de juros pelo Federal Reserve já em setembro, probabilidade que supera 80%. Hoje, a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de julho pode consolidar esse movimento.

No Brasil, o governo entrega ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, último da atual gestão de Lula, que prevê superávit primário de 0,25% do PIB. O projeto será apresentado em meio a pressões por mais espaço para gastos e dúvidas sobre sustentabilidade fiscal.

Ibovespa renova máximas

O Ibovespa fechou a quinta-feira, 28, em forte alta de 1,32%, aos 141.049 pontos, embalado pela pesquisa Latam Pulse, que mostrou o presidente Lula atrás do governador paulista Tarcísio de Freitas em um eventual segundo turno.

Durante o pregão, às 11h38, o índice chegou a 142.138 pontos, novo recorde intraday, embora sem superar o fechamento histórico de 4 de julho (141.263 pontos).

Lei da Reciprocidade em ação

Na noite de quinta-feira, Lula autorizou o início do processo de retaliação comercial contra os EUA. A Camex terá 30 dias para avaliar a admissibilidade da medida, que pode resultar em tarifas adicionais sobre importações, restrições a investimentos e até suspensões de concessões comerciais.

Em visita ao México, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse esperar que a medida acelere o diálogo entre os países. "Espero que isto ajude a acelerar a negociação com os Estados Unidos", afirmou.

No radar hoje

No Brasil, às 8h30, o Banco Central divulga o resultado primário do setor público consolidado de julho. Às 10h30, a autoridade monetária faz leilão de linha de até US$ 1 bilhão. Às 16h00, a Aneel anuncia a bandeira tarifária de setembro.

Às 9h sai o CPI preliminar da Alemanha e, meia hora depois, o PIB do 2º trimestre do Canadá. Nos Estados Unidos, às 9h30, saem o PCE e o núcleo do PCE de julho. Às 10h45, é a vez do PMI de Chicago.

Às 11h00, a Universidade de Michigan divulga o índice de sentimento do consumidor e as expectativas de inflação em um ano. Mais tarde, às 14h, a Baker Hughes informa o número de plataformas de petróleo em operação.

Eventos

Hoje o Banco Central realiza a 100ª reunião trimestral com economistas em São Paulo, em dois blocos, às 9h30 e às 11h.

No exterior, às 11h, o diretor de Política Monetária do BC, Gabriel Galípolo, participa de evento do Banco Central do Uruguai, em Montevidéu. No mesmo horário, ocorre audiência judicial nos EUA envolvendo a diretora do Fed, Lisa Cook.

Às 15h, em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista coletiva ao lado do economista francês Gabriel Zucman sobre o estudo “Retrato da Desigualdade e dos Tributos Pagos no Brasil”.

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