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Lei Magnitsky: 'Cumprimos rigorosamente as leis de todas as jurisdições', diz CEO do Itaú

Milton Maluhy Filho evitou comentar hipóteses e diz que banco tem equipe jurídica preparada para lidar com normas internacionais

Milton Maluhy, CEO do Itaú Unibanco (Flora Pimentel/Divulgação)

Milton Maluhy, CEO do Itaú Unibanco (Flora Pimentel/Divulgação)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 6 de agosto de 2025 às 15h23.

Última atualização em 6 de agosto de 2025 às 15h36.

O CEO do Itaú (ITUB4), Milton Maluhy Filho, evitou especular sobre a Lei Magnitsky durante a call com jornalistas sobre os resultados do segundo trimestre. O executivo foi questionado sobre a possibilidade das sanções, recentemente impostas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ser estendida a outras autoridades, além de empresas e bancos em seu entorno.

"Discutir extensão é algo que eu prefiro não comentar. Esse é um tema que não temos controle algum, naturalmente, e não discutimos o campo das hipóteses. Nem casos específicos, seja por uma questão de segredo bancário ou de LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados]", disse o executivo.

A Lei Magnitsky, de origem norte-americana, permite a aplicação de sanções contra indivíduos e empresas acusados de envolvimento em corrupção ou violações de direitos humanos em qualquer parte do mundo. A legislação voltou ao centro das atenções com sanções anunciadas pelo governo americano ao ministro Moraes, em um momento no qual empresas brasileiras em uma investigação nos EUA.

O CEO do Itaú disse que o banco atua em conformidade com as legislações locais e internacionais nos 19 países em que opera. "Cumprimos rigorosamente as leis de todas as jurisdições onde atuamos", afirmou. "Temos advogados externos e nos cercamos dos melhores consultores jurídicos".

Reconheceu também a existência de normas internacionais que precisam ser cumpridas globalmente, pela conexão com fornecedores e outros bancos entre os países. "A gente cumpre as normas locais e domésticas e toda a legislação dos países onde a gente está baseado também do ponto de vista das relações comerciais que temos com parceiros e fornecedores."

O Itaú reportou lucro líquido recorrente de R$ 11,5 bilhões no segundo trimestre de 2025. O resultado é 14,3% maior que o registrado um ano antes e veio em linha com as expectativas dos analistas.

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